segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    Serviços do Sistema Indústria auxiliam desenvolvimento de empresas de diversos portes

    Programa de Apoio à Competitividade de Micro e Pequenas Indústrias (Procompi) e a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (RedeCIN) são algumas das iniciativas que fomentam o crescimento e/ou internacionalização das indústrias

    Na busca por mentoria, eles encontraram o Programa de Apoio à Competitividade de Micro e Pequenas Indústrias (Procompi). “Não tínhamos como competir com grandes indústrias e as marcas regionais também já tinham bom posicionamento no mercado. O projeto nos ajudou a definir nossa estratégia, de investir em produtos naturais, que promovessem a qualidade de vida e a saúde dos consumidores”, conta Sofia Torquato. Assim tomou corpo a Selecto Ice.

    A história de sucesso da empresa baseada em Fortaleza, que hoje emprega 52 pessoas e produz mais de 25 mil picolés por dia, é o espelho de um trabalho desenvolvido há quase duas décadas pelo Procompi, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com as federações estaduais de indústria.

    O ano era 2012 e os cearenses Sofia Torquato, Miriam Pereira e Júlio César Castanheira flertavam com a ideia de abrir uma fábrica de picolés. Em um setor tão concorrido, os sócios precisavam definir como entrariam bem posicionados no mercado.

    “Precisamos desenvolver e dar mais produtividade aos negócios de menor porte. Eles representam mais de 95% da indústria e são responsáveis por milhares de empregos. Quanto mais eficientes e inovadores, melhor para o país”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.

    Segundo ele, não apenas o Procompi como diversos outros serviços desenvolvidos pelo Sistema Indústria têm por meta ajudar a desenvolver pequenas e médias empresas. O apoio é necessário: segundo o Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE), micro e pequenas empresas sustentam apenas 27% da produtividade de grandes empresas.

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    DELÍCIA SAUDÁVEL – Desde o início, a aposta da Selecto foi produzir industrialmente picolés com alma artesanal, livres de gorduras trans, saturadas ou hidrogenadas. Cor e sabor saem integralmente da matéria-prima, explorando a diversidade dos sabores regionais. A Selecto não usa corantes, aromatizantes ou saborizantes. A empresa também desenvolveu linhas especiais sem lactose. “Nossa receita valoriza o sabor natural das frutas. Nosso nicho é bem específico, de alimentação saudável. Isso nos deu o diferencial no mercado”, completa Sofia.

    Em seis anos, a empresa desenhou trajetória impressionante. Transbordou o mercado de Fortaleza, onde tem mais de 200 pontos de venda. Hoje as delícias são encontradas em São Paulo, Rio Grande do Norte, Piauí, Goiás. Em breve, a marca desembarca em Brasília e em João Pessoa. Agora, a Selecto Ice avalia propostas de levar seus picolés para ainda mais longe: recebeu ofertas para exportar o produto para a Austrália.

    COMÉRCIO EXTERIOR – Nessa etapa, a Selecto poderá contar com outra frente de serviços oferecida pelo Sistema Indústria. Há 20 anos, a CNI coordena a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (RedeCIN), referência no apoio à internacionalização de empresas no país.

    Fundada em 1998, a Rede CIN já ajudou mais de 113 mil indústrias de todo o Brasil a se prepararem para o comércio exterior, com serviços que vão desde capacitações básicas, estudos completos de inteligência comercial até emissão de documentos que conferem vantagens ao produto brasileiro. Veja mais informações no vídeo a seguir:

    PRODUTOS – Um dos mais recentes a entrar em operação no Brasil foi o ATA Carnet, que funciona como um passaporte de mercadorias para simplificar e suspender a incidência de impostos sobre a exportação e a importação temporárias de bens em 77 países. Um único documento reúne todas as informações que devem ser apresentadas na aduana de saída e de entrada, reduzindo a burocracia e tornando mais rápidos os trâmites aduaneiros.

    “O ATA Carnet atende desde o profissional que precisa levar seus equipamentos para trabalhar em diversos países até o empresário que vai participar de feiras internacionais. Apesar do avanço significativo, e levando em consideração as emissões mundiais, a operação do ATA Carnet ainda tem grande potencial de crescimento no Brasil”, afirma Sarah Saldanha, gerente de Serviços de Internacionalização da CNI. Em dois anos de operação, foram mais de 300 carnets emitidos no Brasil.

    Por Diego Abreu / Agência CNI de Notícias

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