quarta-feira, dezembro 8, 2021
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    Preço da cesta básica diminui na maior parte das capitais pelo segundo mês consecutivo

    O preço do conjunto de alimentos essenciais caiu em 17 capitais, segundo dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). As reduções mais expressivas foram
    registradas em Porto Alegre (-3,50%), João Pessoa (-3,36%) e Salvador (-3,02%) e as variações positivas, em Florianópolis (3,86%), Manaus (1,41%) e Aracaju (0,01%).

    A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 432,81), seguida pela de Florianópolis (R$ 431,30), Porto Alegre (R$ 419,81) e Rio de Janeiro (R$ 417,05) 1. Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 311,92) e São Luís (R$ 329,42).

    Em 12 meses, entre agosto de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em 13 cidades, com destaque para as taxas de São Luís (-6,51%), Goiânia (-6,29%) e Salvador (-6,08%). Nas outras sete capitais, os valores médios aumentaram. As maiores altas foram
    as de Campo Grande (2,70%) e Cuiabá (2,57%).

    Nos primeiros oito meses de 2018, seis capitais acumularam taxa negativa, com destaque para Porto Alegre (-1,62%), Salvador (-1,49%) e São Luís (-1,41%); outras 14 mostraram aumento, com variações entre 0,49%, em Goiânia, e 3,79%, em Curitiba.

    Com base na cesta mais cara, que, em agosto, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação,
    moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em agosto de 2018, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3. 636,04, ou 3,81 vezes o salário mínimo nacional, de R$ 954,00. Em julho, tinha sido estimado em R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o piso mínimo do país. Em agosto de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.744,83, ou 4,00 vezes o salário mínimo nacional
    daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

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    Cesta básica x salário mínimo

    Em agosto de 2018, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 85 horas e 43 minutos. Em julho de 2018, ficou em 86 horas e 43 minutos, e, em agosto de 2017, em 88 horas e 35 minutos.

    Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, 42,34% do salário mínimo líquido para adquirir os mesmos produtos que, em julho, demandavam 42,84% e, em agosto de 2017, 43,76%.

    Comportamento dos preços2

    Entre julho e agosto de 2018, os preços do tomate, da batata, farinha de mandioca (coletada no Norte e Nordeste) e banana apresentaram queda. Já produtos como farinha de trigo (pesquisada na região Centro-Sul), manteiga e pão francês tiveram alta.

    Houve queda do valor do quilo do tomate em 17 cidades. As reduções variaram entre -17,54%, em São Luís, e -1,43%, em São Paulo. As altas ocorreram em Florianópolis (18,50%), Curitiba (8,84%) e Belo Horizonte (5,79%). Em 12 meses, apenas Recife (9,45%) e Manaus (7,24%) mostraram elevação; as demais cidades tiveram diminuição, que variou entre -39,01%, em Vitória, e -6,54%, em Salvador. Produtividade e volume elevados, resultantes das colheitas ao longo do mês, reduziram o preço do fruto.

    A batata, pesquisada na região Centro-Sul, apresentou queda em quase todas as cidades, exceto em Florianópolis (22,36%). Destacam-se as reduções registradas em Campo Grande (-26,79%), Belo Horizonte (-23,50%) e Cuiabá (-20,80%). Em 12 meses, as altas acumuladas foram registradas em Florianópolis (51,04%), Goiânia (1,38%) e Curitiba (1,06%). As retrações mais expressivas foram observadas em Vitória (-15,45%) e Campo Grande (-13,56%). Apesar do clima desfavorável, o volume colhido foi elevado e houve diminuição do preço no varejo.

    O valor médio da farinha de mandioca, coletada no Norte e Nordeste, diminuiu em todas as cidades, exceto em Aracaju, onde o preço não variou. As quedas oscilaram entre -14,70%, em Salvador, e -0,33%, em Belém. Em 12 meses, todas as cidades mostraram retração acumulada, com destaque para as taxas de Salvador (-20,12%), Fortaleza (-19,03%) e Recife (- 15,87%). A fraca demanda, principalmente da indústria, reduziu os preços no varejo, apesar da baixa oferta de mandioca.

    Pelo segundo mês consecutivo, foi registrada queda no quilo da banana na maior parte das capitais (16 cidades), entre julho e agosto. A pesquisa coleta tanto a banana prata quanto a nanica. As diminuições mais expressivas foram anotadas em João Pessoa (-13,23%), Salvador (-11,95%) e Brasília (-10,52%). As altas ocorreram em Recife (2,69%), Cuiabá (5,01%), Florianópolis (9,92%) e Manaus (10,99%). Em 12 meses, três cidades tiveram elevação no valor da fruta, com destaque para Manaus (24,94%); e, 17 cidades, redução – a mais expressiva foi registrada em Salvador (-30,00%). A oferta da banana prata seguiu elevada, o que diminuiu o preço médio no varejo.

    A farinha de trigo, pesquisada na região Centro-Sul do país, mostrou alta em todas as capitais e as variações oscilaram entre 1,60%, em Belo Horizonte, e 8,24%, em Brasília. Em 12 meses, todas as cidades mostraram elevação acumulada, com destaque para as taxas de Vitória (25,89%), Campo Grande (1,21%), Porto Alegre (17,76%) e Curitiba (14,99%). A baixa qualidade do trigo brasileiro no início da colheita no Sul do país e a valorização cambial elevou o preço do trigo importado. Com isso, no varejo, a cotação média da farinha
    aumentou.

    Houve elevação do valor médio do quilo da manteiga em 17 capitais. As altas variaram entre 0,12%, em Florianópolis, e 4,34%, em Campo Grande. Em 12 meses, o aumento foi registrado em 15 cidades, com destaque para Cuiabá (17,23%), Campo Grande (12,31%) e São Paulo (10,82%). As retrações mais importantes foram anotadas em São Luís (-7,60%) e Manaus (-6,88%). A baixa oferta de leite no campo vem pressionando os preços dos derivados, tanto da manteiga quanto do leite integral; entre julho e agosto, a pesquisa registrou elevação do valor médio do leite integral em 12 capitais e redução em oito.

    O preço médio do quilo do pão francês aumentou em 16 cidades entre julho e agosto, impulsionado pela elevação dos custos de produção – reajuste da energia elétrica e alta da farinha de trigo. As maiores taxas foram anotadas em Natal (2,91%), Brasília (2,79%) e Campo Grande (2,75%). Não houve variação nos preços médios em Belém e Recife; as diminuições ocorreram em São Paulo (-0,81%) e Manaus (-0,63%). Em 12 meses, o preço do pão francês subiu em 17 capitais, com altas acumuladas que oscilaram entre 0,96%, em Belo Horizonte, e 11,56%, em Cuiabá. A queda acumulada mais expressiva foi registrada em Belém (-3,54%).

    No município de São Paulo, o custo do conjunto dos alimentos básicos foi de R$ 432,81, em agosto, redução de -1,05% em relação a julho. Ainda assim, foi o maior valor da cesta entre as 20 cidades pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação anual foi de 0,27% e, nos oito meses de 2018, de 1,99 %.

    Entre julho e agosto de 2018, 10 produtos apresentaram redução de preços: batata (-9,79%), açúcar refinado (-3,61%), óleo de soja (-3,15%), feijão carioquinha (-2,54%), café em pó (-2,36%), tomate (-1,43%), banana (-1,04%), pão francês (-0,81%), arroz agulhinha (-0,66%) e carne bovina de primeira (-0,46%). Outros três mostraram alta no preço médio: leite integral (0,44%), manteiga (0,78%) e farinha de trigo (7,23%).

    Em 12 meses, seis produtos tiveram alta acumulada: arroz agulhinha (0,67%), carne bovina de primeira (1,57%), pão francês (8,66%), manteiga (10,82%), farinha de trigo (13,62%) e leite integral (25,75%). Os outros sete bens apresentaram retração: feijão
    carioquinha (-20,04%), tomate (-19,14%), açúcar refinado (-12,41%), café em pó (-9,98%), batata (-4,84%), banana (-2,57%) e óleo de soja (-0,29%).

    O trabalhador paulistano cuja remuneração equivale ao salário mínimo precisou cumprir jornada de trabalho, em agosto, de 99 horas e 49 minutos, menor do que a de julho, de 100 horas e 52 minutos. Em agosto de 2017, a jornada era de 101 horas e 21 minutos.

    Em agosto de 2018, o custo da cesta em São Paulo comprometeu 49,31% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em julho, o percentual exigido era de 49,84% e, em agosto de 2017, de 50,07%.

    Por Dieese

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