terça-feira, janeiro 18, 2022
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    Pequenas indústrias ensaiam reação e igualam demissões e contratações

    25/09 – Contabilidade na TV
    Apesar disso, categoria ainda amarga perda líquida de vagas
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    A 54ª rodada do Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria, pesquisa encomendada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi) ao Datafolha, aponta que o nível de contratações (do mês anterior) na categoria teve uma leve melhora, passando de 7% para 13%, de julho para agosto de 2017. Destaca-se, porém, cenários distintos: nas pequenas, as contratações e demissões estão no mesmo nível, pela primeira vez desde outubro de 2014 (média de 33%), enquanto nas micro, as demissões ainda superam as contratações.
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    No quadro geral, há uma perda líquida de vagas – 22% das Micro e Pequenas Indústrias demitiram, diante de 13% que contrataram. Por isso, o Índice de Satisfação Econômica do setor manteve-se estável, com avaliação negativa persistindo, sem sinais significativos de melhora na atividade.
    As pequenas indústrias, porém, começam a esboçar uma reação frente à economia, com expectativa mais positiva. “Para essas, a crise existe e afeta os negócios ainda, mas, nos últimos três meses, cresceu o número de empresários (de 23% em junho, para 40%, em agosto) que acreditam que a economia deva voltar a crescer no último trimestre”, pontua o presidente do Simpi, Joseph Couri. Apesar do leve otimismo, 72% da categoria, no geral, ainda temem pelo futuro por causa da crise.
    A pesquisa apontou, ainda, que o Índice de Investimentos passou de 25 para 34 pontos* entre julho e agosto e alcançou o mesmo patamar registrado em agosto de 2016 (33 pontos). Entre as micro, o índice passou de 22 para 30 pontos. Já nas pequenas, foi de 40 para 58 pontos, o melhor resultado em dois anos.
    Em agosto, 17% dos empresários indicaram ter feito algum investimento em bens de capital ou espaço físico para melhora da produção no mês anterior, ante 12% em julho. De forma geral, 9% das Micro e Pequenas Indústrias investiram em máquinas e equipamentos e 5% em espaço físico.
    Custos aumentam
    O Índice de Custos do setor caiu para 139 pontos em agosto, após atingir, no mês anterior, o maior valor em quatro anos (150 pontos), aumentando, portanto, as despesas gerais. Quanto menor o índice, maiores são os custos para os empresários.
    No total, 30% das MPI’s foram atingidas pelo aumento significativo de custos de produção em agosto, ante 25% do mês anterior. A alta dos custos de matéria-prima e insumos (20%), tal como energia, além das despesas com transporte e logística, são consideradas as principais causas do aumento de custos.
    *os índices são medidos em pontos, variando de 0-200.
    A Pesquisa
    O Indicador de Atividade da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, encomendado pelo Simpi e efetuada pelo Datafolha, é reconhecido como sinalizador de tendência. É importante salientar que 42% das MPIs de todo Brasil estão em de São Paulo.
    A íntegra das 54 pesquisas Simpi/Datafolha, desde março de 2013, está disponível no site da entidade (www.simpi.org.br).
    Por NA Comunicação e Marketing
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