terça-feira, janeiro 18, 2022
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    O que atrapalha o crescimento da indústria da construção?

    Conheça seis dos principais problemas que comprometem a expansão do setor no país

    A indústria da construção brasileira enfrenta uma série de dificuldades para voltar a crescer e criar empregos. Os obstáculos são identificados pela Sondagem Indústria da Construção. Feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pesquisa ouviu 490 construtoras de pequeno, médio e grande porte de todo o país entre 1º e 11 de outubro.

    Confira quais são, na avaliação dos empresários, os seis principais problemas do setor no terceiro trimestre deste ano:

    1. Elevada carga tributária
    A carga tributária, com 41,1% das menções, lidera o ranking dos principais obstáculos enfrentados pelo setor. O peso dos impostos eleva os custos e reduz as chances de as empresas reduzirem os preços dos imóveis residenciais e comerciais, de obras de infraestrutura, como a construção de estradas, pontes e aeroportos, e até de pequenas reformas. O alto custo dos tributos também afasta os investidores e estimula a informalidade. No segundo trimestre, a carga tributária recebeu 37,9% das repostas dos empresários. Por isso, a CNI defende uma reforma tributária que simplifique o sistema de arrecadação e reduza o peso dos impostos sobre a produção e as atividades da indústria da construção.

    2. Demanda interna insuficiente
    A falta de demanda, com 35,5% das respostas dos empresários, está em segundo lugar na lista de problemas enfrentados pelas construtoras. Com o desemprego elevado e a queda dos investimentos públicos em infraestrutura, as empresas têm dificuldades de vender imóveis e conseguir contratos para outras obras. Com isso, suspendem investimentos e dispensam empregados, o que acaba comprometendo a recuperação da economia. No segundo trimestre, a falta de demanda recebeu 37,3% das menções dos empresários.

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    3. Excesso de burocracia
    A burocracia excessiva, com 30,5% das assinalações, subiu do quinto para o terceiro lugar do ranking. Na avaliação da CNI, a burocracia é uma das razões da baixa produtividade da economia brasileira, favorece a corrupção e a informalidade. Isso ocorre porque as empresas, em vez de se concentrarem esforços nas suas atividades, precisam gastar muito tempo e muitos recursos no cumprimento de exigências legais para se instalar, obter licenças e autorizações, além de pagar tributos. No segundo trimestre, o problema teve 24,5% das citações dos empresários.

    4. Falta de capital de giro
    A falta de capital de giro, com 27,3% das respostas, que está em quarto lugar, obriga as empresas a recorrerem a empréstimos bancários e, em alguns casos, adiar compromissos com fornecedores, com o pagamento de impostos e até dos salários. Sem dinheiro para honrar os compromissos do dia a dia, a empresa adia investimentos e pode até diminuir a produção e dispensar empregados. O número de assinalações à falta de capital foi de 28,8% no segundo trimestre deste ano.

    5. Inadimplência dos clientes
    O atraso nos pagamentos dos clientes também preocupa o setor e ficou em quinto lugar no ranking. O problema compromete a capacidade das empresas em manter em dia os próprios pagamentos a fornecedores, empregados, prestadores de serviços e outras despesas. A inadimplência traz prejuízos para todos e pode levar o empresário a demitir empregados, o que aumenta o desemprego e prejudica a retomada do crescimento. Com a leve recuperação da economia, as menções à inadimplência dos clientes caíram de 25,6% no segundo trimestre para 22,1% no terceiro trimestre.

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    6. Taxa de juros elevadas
    As altas taxas de juros, que ocupam o sexto lugar da lista, se mantêm entre os principais problemas enfrentados pelas construtoras. Os juros altos aumentam os custos dos financiamentos, desestimulam os compradores de imóveis e a contratação de outras obras do setor, que depende, entre outros fatores, da redução dos custos e de facilidade de acesso ao crédito. Com as sucessivas quedas nos juros básicos da economia, as assinalações neste problema recuaram de 23% no segundo trimestre para 20,3% no terceiro trimestre deste ano.

    Por Verene Wolke / Agência CNI de Notícias

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