sexta-feira, janeiro 14, 2022
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    Negócios com consórcios cresceram 13,5% e somaram quase R$ 80 bilhões

    12/01 – Core Comunicação

    consorcio

    Depois de atravessar 2015 com dificuldades econômicas como inflação crescente, alta taxa de juros, pouca confiança e aumento nos índices de desemprego, o consumidor seguiu, paralelamente, assumindo compromissos financeiros mais coerentes com o momento, levando em conta orçamento e disponibilidades, ao optar, em várias oportunidades, pela aquisição de bens ou contratação de serviços via consórcio.
    De janeiro a novembro do ano passado, o acumulado dos negócios com o mecanismo atingiu R$ 79,74 bilhões contra R$ 70,24 bilhões de um ano antes, 13,5% maior, em razão da comercialização de 2,15 milhões de novas cotas. A diferença positiva de 1,9% sobre as 2,11 milhões adesões alcançadas no mesmo período confirmou os consórcios como uma das melhores opções para manutenção da qualidade de vida, face às suas características e diferenciais, também em época de turbulências econômicas.
    “Ao ajustar o orçamento e ao considerar a essência básica da educação financeira”, esclarece Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, “parcela significativa de brasileiros tem considerado, inicialmente, pesquisar, analisar e comparar custos para depois decidir.” Na definição de objetivos para aquisição de bens ou contratação de serviços, houve ainda a preocupação em consumir com responsabilidade, dentro do limite dos recursos disponíveis.
    Em novembro de 2015 ocorreu crescimento de quase 1% no número de participantes do Sistema de Consórcios. O total saltou de 7,07 milhões (nov/2014) para 7,13 milhões (nov/2015) milhões de consorciados ativos. Nas contemplações, momento de transformar o crédito em aquisição de bens ou contratação de serviços, a alta foi 3,2%, ao crescer de 1,24 milhão (jan-nov/2014) para os recentes 1,28 milhão (jan-nov/2015).
    “Se para alguns as dificuldades pareceram intermináveis em 2015”, segue Rossi, “para muitos talvez tenha sido a oportunidade de rever projetos e, já antevendo uma possível recuperação da economia, buscar equilibrar a relação entre rendimentos e gastos, planejando e praticando o consumo responsável com vistas à aquisição de imóvel ou veículo, ou até mesmo a realização de objetivos relacionados à educação, turismo, saúde e estética ou em reformas residenciais por meio do consórcio”.
    Tanto a casa própria, principal sonho do brasileiro, como os veículos leves e pesados, confirmam que os consumidores, além de aderirem aos consórcios no ano passado, o fizeram em número maior e tíquete médio superior a 2014. Nos onze meses analisados, por exemplo, houve aumento de 43,1% nos créditos comercializados gerados nos grupos de imóveis em relação ao mesmo período de um ano antes.
    Também nos veículos leves como automóveis, utilitários e camionetas, e nos veículos pesados, que incluem caminhões, tratores e implementos rodoviários e agrícolas, as altas foram de 8,8% e 11,4%,  respectivamente, no total financeiro das novas adesões, nos mesmos moldes e em igual espaço de tempo.
    “A maior movimentação financeira do Sistema acumulada no período, apenas refletiu o crescimento da procura em números absolutos e também nos valores correspondentes”, disse Rossi. “As dificuldades persistem, porém o brasileiro as enfrenta com atenção máxima ao seu orçamento e, com inteligência e planejamento financeiro, vem optando pela formação de poupança com objetivo definido, uma das características da modalidade”, completa. As outras, também levadas em conta, são custos baixos, parcelas adequadas ao orçamento, prazos longos, e poder de compra à vista, inclusive com possibilidade de obtenção de descontos, além da liberdade de escolha após a contemplação.
    Perspectivas para 2016
    Além de gerar milhares de empregos, direta ou indiretamente, o Sistema de Consórcios presta importante contribuição ao desenvolvimento da indústria, comércio e prestação de serviços. Quando das contemplações, o consorciado com crédito em mãos vai ao mercado adquirir bens ou contratar serviços.
    Essa atitude, finalidade principal do mecanismo estimulada cada vez mais pela conscientização sobre educação financeira, possibilita antever um 2016 potencialmente forte para o consumo responsável. 
    Contudo, análises feitas pela Assessoria Econômica da ABAC, considerando as declarações e os dados divulgados pelas autoridades governamentais, somadas às indefinições políticas, ratificam comentários anteriores feitos sobre a impossibilidade de correta previsão para 2016.
    Diversas administradoras associadas anunciaram individualmente boas perspectivas, de acordo com suas estratégias comerciais e áreas de atuação, seguindo com crescimento lento e gradual, a exemplo de 2015, na contramão da economia nacional. A ABAC, por sua vez, prefere aguardar o fechamento geral de dezembro, conjugados a resultados de levantamento até fevereiro, para comentar as perspectivas setoriais para 2016.
    A maturidade das atitudes do consumidor, aliada à insegurança, permite esperar pequenas oscilações, ora positivas ora negativas, resultando, na média, em possível estabilidade para os vários indicadores da modalidade. Por se tratar de um mecanismo de autofinanciamento, no qual os participantes constroem sua própria poupança a baixo custo, os consórcios dispensam a utilização de dinheiro público, já que os consumidores se financiam e se concedem crédito mutuamente.

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