segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    Juízes e técnicos do mercado financeiro debatem melhorias no Bacenjud

    Mais de 100 participantes do I Seminário BacenJud 2.0, que aconteceu na quarta-feira (24/10), em Brasília, tiveram a oportunidade de conhecer com mais detalhes e sugerir melhorias ao Sistema BacenJud, ferramenta eletrônica criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Banco Central do Brasil (Bacen) que automatiza a cobrança judicial de dívidas ao interligar Poder Judiciário e instituições financeiras. “Temos absoluta certeza de que o sistema ainda tem muito para melhorar e esse encontro com magistrados e servidores foi exatamente para ouvir de quem está na ponta as sugestões de melhoria. Não é um sistema fácil de operar, mas é a nossa principal ferramenta para reduzir o congestionamento nas execuções”, destacou o conselheiro do CNJ, Luciano Frota, organizador do evento.

    O evento reuniu magistrados, servidores e técnicos do Banco Central na sede do Conselho da Justiça Federal (CJF) para apresentar as novas funcionalidades da ferramenta, que passou a abranger mais produtos do sistema financeiro, como valores disponíveis em cooperativas de crédito e investimentos no mercado de capitais (bolsa de valores, tesouro direto, etc.). Na abertura, estiveram presentes o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Tóffoli, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

    De acordo com o conselheiro Luciano Frota, a cada 100 processos em execução, apenas três são solucionados por ano. “Queremos fazer o melhor. Não é fácil, pois estamos lidando com devedores da justiça e quem tem dinheiro na conta e não paga o que deve é porque quer fugir. Então estamos fechando o cerco com o Bacenjud”, explicou. Nos nove primeiros meses do ano, os magistrados brasileiros emitiram oito milhões de ordens judiciais eletrônicas para obrigar devedores a ressarcir seus credores. Ao todo, R$ 13,9 bilhões foram efetivamente transferidas para contas judiciais no mesmo período (http://www.cnj.jus.br/noticias/cnj/87878-execucao-de-dividas-via-bacenjud-alcanca-r-13-bi-em-2018). “O número expressivo de juízes e servidores que participam do encontro mostra que a Justiça já está vendo o Bacenjud como uma importante ferramenta de apoio aos tribunais”, completou o conselheiro.

    “Fizemos um levantamento com todas as sugestões dos magistrados e vamos estudar cada uma”, contou o Luis Spaziani, chefe adjunto do Departamento de Relacionamento Institucional e Assuntos Parlamentares do BC. “Receber a visão dos magistrados é fundamental para nós”, completou.

    Por Paula Andrade / Agência CNJ de Notícia

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