sábado, janeiro 15, 2022
Mais

    IPCA-15 varia 0,54% em março e IPCA-E chega a 1,18%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,54% em março, mostrando aceleração em relação à taxa de fevereiro (0,34%). A variação foi a maior para um mês de março desde 2015, quando o índice foi de 1,24%. O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, ficou em 1,18%, acima da taxa de 0,87% registrada em igual período de 2018. Em relação aos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,18%, acima dos 3,73% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2018, a taxa foi de 0,10%.

    A1 1

    Entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Artigos de Residência (-0,23%) e Comunicação (-0,19%) tiveram deflação de fevereiro para março. No lado das altas, Alimentação e Bebidas (1,28%) registrou a maior variação e o maior impacto, 0,32 ponto percentual (p.p.) sobre o IPCA-15 do mês. Já o grupamento dos Transportes, que havia caído 0,46% no mês anterior, subiu 0,59%, contribuindo com impacto de 0,11 p.p. Juntos, os dois grupos corresponderam a cerca de 80% do índice do mês. As demais variações ficaram entre o 0,06% de Vestuário e o 0,38% de Saúde e cuidados pessoais.

    A1 2

    O grupo Alimentação e Bebidas acelerou de fevereiro (0,64%) para março (1,28%) por conta da alimentação no domicílio, que subiu 1,91%, frente à alta de 0,68% no mês anterior. O feijão-carioca, que tivera alta expressiva em fevereiro (34,56%), subiu 41,44%, contribuindo com o maior impacto individual no IPCA-15 de março, 0,09 p.p. No caso da batata-inglesa, também se observou aceleração de um mês para o outro (de 12,39% para 25,59%), com 0,06 p.p. de impacto. Já o tomate, após uma queda de 20,32% em fevereiro, apresentou alta de 16,73%. Outros itens importantes na cesta de consumo das famílias, como as frutas (2,74%) e o leite longa vida (2,35%) também registraram alta em março.

    A alimentação fora, que havia subido 0,58% no mês anterior, desacelerou para 0,17%, com destaque para a queda observada na refeição (-0,23%), após a alta de 0,78% registrada em fevereiro.

    Do grupo dos Transportes (0,59%), os dois principais impactos no índice de março ficaram com a passagem aérea (7,54%) e o etanol (2,64%), ambos com 0,03 p.p. A gasolina (0,28%), após três meses consecutivos de quedas, apresentou ligeira alta, contribuindo com 0,01 p.p. no índice do mês. Regionalmente, as variações ficaram entre a queda de 1,15% na região metropolitana de São Paulo e a alta de 5,92% na região metropolitana de Fortaleza.

    Ainda em Transportes, destaca-se também o resultado de 0,73% dos ônibus urbanos, reflexo dos reajustes nas tarifas apropriados nas seguintes regiões:

    A1 3

    No caso dos ônibus intermunicipais (-0,27%), a variação negativa em março foi influenciada pela redução média de 3,00% no valor das passagens no Rio de Janeiro (-2,21%), a partir de 11 de fevereiro. Em São Paulo, houve reajuste médio de 6,00%, vigente desde 20 de janeiro. Já em Curitiba, o reajuste de 5,88%, inicialmente previsto para vigorar a partir de 28 de fevereiro, entrou em vigor efetivamente em 2 de março, por determinação da Justiça.

    Os preços das passagens de trem (1,35%), por sua vez, sofreram reajuste em duas regiões: no Rio de Janeiro (5,51%), onde houve aumento de 9,52% a partir do dia 2 de fevereiro; e em Porto Alegre (2,73%), com reajuste de 27,30%, vigente desde 13 de março.

    Em Habitação (0,28%), o item energia elétrica teve alta de 0,43% em março, pouco acima do registrado em fevereiro (0,38%). As variações regionais vão desde a queda de 1,95% em Belo Horizonte à alta de 1,96% no Recife. Já o resultado do gás encanado (1,75%) é consequência do reajuste médio de 11,00% em São Paulo (4,70%), vigente desde 1º de fevereiro. Ressalta-se que, a partir de 1º de março, esse reajuste foi reduzido para 9,00%.

    No grupo das Despesas Pessoais (0,22%), a queda de 0,51% no cigarro refletiu reduções ocorridas em determinadas marcas e áreas.

    Em Comunicação (-0,19%), a variação negativa do mês deveu-se à queda no preço dos aparelhos telefônicos (-1,86%) e ao item telefone fixo (-0,50%), por conta da redução média de 7,50% no valor das tarifas de fixo para móvel, a partir de 25 de fevereiro. Já o resultado do item correio (1,11%) reflete o reajuste de 13,90%, em vigor a partir de 6 de março, em um dos serviços no Rio de Janeiro (1,11%), única área a apresentar peso para o item em questão no IPCA-15.

    No que diz respeito aos índices regionais, à exceção de Belo Horizonte, todas as áreas apresentaram aceleração de fevereiro para março. O maior índice ficou com a região metropolitana de Fortaleza (0,92%), em função da alta nos preços da gasolina (5,92%). O menor resultado, por sua vez, foi registrado na região metropolitana de Salvador (0,29%), influenciado pela queda no preço do item automóvel novo (-2,14%) e das carnes (-1,28%).

    A1 4

    Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de fevereiro a 15 de março de 2019 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 16 de janeiro a 12 de fevereiro de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

    Por IBGE

    Contabilidade na TV
    Informações pertinentes ao dia-a-dia dos profissionais contábeis. Notícias contábeis diárias, vídeos de eventos contábeis e conteúdos específicos para o contador!

    Comentários

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor digite seu comentário!
    Por favor, digite seu nome aqui

    Posts Relacionados

    Populares

    spot_imgspot_img
    ×

    CADASTRE-SE NA NEWS

    Assine a nossa lista e receba novidades sobre o Contabilidade na TV.

    OBRIGADO

    POR SE INSCREVER!