terça-feira, janeiro 18, 2022
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    IPCA-15 varia 0,06% em junho e IPCA-E fica em 1,13%

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,06% em junho, desacelerando em relação a maio (0,35%). A taxa de 0,06% foi a menor para um mês de junho desde 2006 (-0,15%). O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado trimestralmente, foi de 1,13%, abaixo da taxa de 1,46% para igual período de 2018. O IPCA-15 acumula alta de 2,33% no ano e de 3,84% em 12 meses, resultado abaixo dos 4,93% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2018, a taxa foi de 1,11%.

    O grupo Alimentação e bebidas, que havia ficado estável em maio (0,00%), apresentou deflação (-0,64%) em junho, exercendo o impacto negativo mais intenso sobre o índice do mês: -0,16 ponto percentual (p.p.). No lado das altas, a maior variação positiva ficou com Saúde e cuidados pessoais (0,58%) e o maior impacto (0,08 p.p.), com o grupo Habitação (0,52%). Os demais grupos oscilaram entre o 0,00% de Comunicação e o 0,25% de Transportes, cujo impacto no índice do mês foi de 0,05 p.p.

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    O resultado do grupo Alimentação e bebidas (-0,64%) foi influenciado pela queda no grupamento da alimentação no domicílio (-0,82%), com destaque para feijão-carioca (-14,99%), tomate (-13,43%), feijão-mulatinho (-11,48%), batata-inglesa (-11,30%), feijão-preto (-8,84%) e frutas (-5,25%). Já os preços do leite longa vida (2,80%) e das carnes (0,64%) subiram de maio para junho, com impactos de 0,03 p.p. e 0,02 p.p., respectivamente. A alimentação fora, após a alta de 0,48% em maio, também registrou queda de preços (-0,33%), principalmente por conta do item refeição (-0,87%).

    Em Habitação (0,52%), o maior impacto (0,02 p.p.) veio da energia elétrica (0,64%), que havia subido 0,72% no mês anterior. Após a vigência da bandeira tarifária amarela em maio, que onerava as contas de luz em R$0,01 por quilowatt/hora consumido, voltou a vigorar, em junho, a bandeira verde, sem cobrança adicional.

    As variações regionais vão desde a queda de 0,58% na região metropolitana do Recife até a alta de 3,51% na região metropolitana de Belo Horizonte, onde houve reajuste médio de 7,89% nas tarifas, a partir de 28 de maio. Em Recife, apesar do reajuste de 5,56% nas tarifas em 29 de abril, houve redução de PIS/COFINS, o que levou à variação negativa no mês. Outras áreas com reajuste foram Fortaleza (2,04%), com reajuste de 7,39%, e Salvador (1,38%), onde houve reajuste médio de 6,21%, ambas a partir de 22 de abril.

    Ainda em Habitação, a variação de 3,15% no gás encanado decorre, especialmente, do reajuste de até 27,00% nas tarifas em São Paulo (9,57%), vigente desde 31 de maio. A variação negativa do Rio de Janeiro (-0,86%) foi consequência da redução média de 1,40% nas tarifas, desde 1º de maio.

    Já o item taxa de água e esgoto (1,16%) reflete reajustes nas seguintes regiões: São Paulo (4,05%) – reajuste de 4,72%, a partir de 11 de maio; Brasília (1,48%) – reajuste de 3,45%, a partir de 1º de junho, em complemento ao reajuste anterior de abril; Salvador (0,16%) – reajuste de 4,70%, a partir de 12 de junho.

    Cabe destacar o resultado do item gás de botijão (0,34%), após o reajuste de 3,43% concedido pela Petrobras, nas refinarias, a partir de 5 de maio.

    O grupo dos Transportes desacelerou de 0,65%, em maio, para 0,25% em junho. Essa desaceleração ocorreu por conta dos combustíveis, que caíram 0,67%, frente à alta de 3,30% no mês anterior. A gasolina, que havia subido 3,29% no IPCA-15 de maio, apresentou alta menos intensa em junho, de 0,10%. O etanol, por sua vez, passou de uma alta de 4,00% a uma queda de 4,57%. No lado das altas, destacam-se as passagens aéreas (18,98%), que exerceram o maior impacto individual no índice do mês (0,06 p.p.).

    A variação de 0,20% nos ônibus urbanos, também do grupo dos Transportes, é decorrente dos reajustes de 9,09% na região metropolitana de Belém (2,73%), a partir de 5 de junho, e de 7,50% em Goiânia (1,18%), vigente desde 19 de abril. Quanto aos ônibus intermunicipais (0,69%), houve reajustes em: Porto Alegre (0,11%) – reajuste de 6,66%, a partir de 1º de junho; Fortaleza (7,44%) – reajuste de 10,00% a partir de 25 de maio; Salvador (2,07%) – reajustes entre 3,30% e 7,50%, a partir de 6 de maio.

    O grupo Saúde e cuidados pessoais (0,58%) também desacelerou em relação à taxa apurada no mês anterior (1,01%), principalmente por conta dos remédios, cuja alta passou de 2,03% em maio para 0,15% em junho. Os itens de higiene pessoal, por sua vez, mostraram aceleração no nível de preços, passando de 0,62% para 1,10% e contribuindo com um impacto de 0,03 p.p. no índice do mês.

    Quanto aos índices regionais, de maio para junho, 5 das 11 áreas pesquisadas apresentaram deflação. O menor índice foi na região metropolitana de Porto Alegre (-0,21%) por conta da queda no preço das frutas (-12,71%) e da gasolina (-2,64%). Já o maior resultado foi em Brasília (0,30%), influenciado pela alta nos preços das passagens aéreas (19,10%).

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    Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 16 de maio a 12 de junho de 2019 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de abril a 15 de maio de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica.

    Por Agência de Notícias do IBGE

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