domingo, janeiro 16, 2022
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    IPCA-15 fica em -0,59% em maio

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de -0,59% em maio, contra -0,01% em abril. Foi a menor variação mensal desde o início do Plano Real, em 1994. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,35% e, em 12 meses, de 1,96%, abaixo dos 2,92% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2019, a taxa foi de 0,35%.

    Maio de 2020 -0,59%
    Abril de 2020 -0,01%
    Maio de 2019 0,35%
    Acumulado no ano 0,35%
    Acumulado em 12 meses 1,96%

    Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, cinco apresentaram deflação em maio. Os Transportes registraram a menor variação (-3,15%) e o impacto negativo mais intenso no índice do mês: -0,63 ponto percentual (p.p.). O grupo Habitação (-0,27%) também recuou, contribuindo com -0,04 p.p. No lado das altas, o destaque ficou mais uma vez com Alimentação e bebidas (0,46%), embora tenha havido desaceleração em relação a abril (2,46%). Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,20% em Vestuário e a alta de 0,45% em Artigos de residência.

    IPCA-15 – Grupos – Variação e Impacto 
    Grupo Variação (%) Impacto (p.p.)
    Abril Maio Abril Maio
    Índice Geral -0,01 -0,59 -0,01 -0,59
    Alimentação e bebidas 2,46 0,46 0,48 0,09
    Habitação 0,12 -0,27 0,02 -0,04
    Artigos de residência -3,19 0,45 -0,12 0,02
    Vestuário 0,01 -0,20 0,00 -0,01
    Transportes -1,47 -3,15 -0,30 -0,63
    Saúde e cuidados pessoais -0,32 -0,13 -0,04 -0,02
    Despesas pessoais -0,28 -0,09 -0,03 -0,01
    Educação -0,01 0,01 0,00 0,00
    Comunicação -0,30 0,22 -0,02 0,01
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

    A queda de 3,15% nos Transportes foi influenciada pelo resultado dos combustíveis, que recuaram 8,54% na comparação com o mês anterior. A gasolina (-8,51%) apresentou o maior impacto individual negativo no IPCA-15 de maio (-0,41 p.p.), mas a variação negativa mais intensa veio do etanol, com -10,40%. Adicionalmente, o óleo diesel (-5,50%) e o gás veicular (-1,21%) também registraram queda de preços.

    Ainda em Transportes, as passagens aéreas, após subirem 14,83% em abril, tiveram queda de 27,08% em maio, contribuindo com -0,17 p.p. de impacto no índice do mês. Houve quedas em todas as áreas pesquisadas: desde -30,69% de Goiânia até -23,42% de Belém.

    No grupo Habitação (-0,27%), a contribuição negativa mais intensa (-0,03 p.p.) veio da energia elétrica (-0,72%). Em maio, a bandeira tarifária verde (em que não há cobrança adicional na conta de luz) foi mantida pelo quarto mês consecutivo. As áreas variaram entre os -2,95% de Fortaleza e os 2,95% de Goiânia.

    Outros dois itens em queda foram o gás de botijão (-1,09%) e o gás encanado (-0,36%), este último por conta da redução de 2,50% nas tarifas do Rio de Janeiro (-1,22%), vigente desde 1º de maio. Por fim, destaca-se a variação positiva em taxa de água e esgoto (0,04%), com o reajuste médio de 6,23% ocorrido em uma das concessionárias de Porto Alegre (0,41%) em 21 de março.

    Em Alimentação e bebidas (0,46%), houve desaceleração em relação ao mês anterior (2,46%), influenciada principalmente pelo comportamento dos alimentos para consumo no domicílio, que passaram de 3,14% em abril para 0,60% em maio. A cebola registrou a maior alta, com 33,59% de variação e 0,04 p.p. de impacto. Outros itens de destaque foram a batata-inglesa (16,91%), o feijão-carioca (13,62%), o alho (5,22%) e o arroz (2,59%). Por outro lado, os preços da cenoura, que haviam apresentado alta de 31,67% no IPCA-15 de abril, caíram 6,41%. Além disso, as carnes (-1,33%) acentuaram a queda em relação ao mês anterior (-0,27%), contribuindo com -0,03 p.p. de impacto.

    A alimentação fora do domicílio também desacelerou de abril (0,94%) para maio (0,13%), especialmente por conta do lanche (0,64%), cujos preços haviam subido 3,23% no mês anterior.

    A segunda maior variação positiva do mês veio do grupo Artigos de residência (0,45%), com destaque para as altas dos itens tv, som e informática (2,81%) e eletrodomésticos e equipamentos (0,89%). No lado das quedas, a contribuição mais negativa (-0,02 p.p.) veio dos itens de mobiliário (-1,82%), embora a queda em maio tenha sido menos intensa que a de abril (-4,00%).

    Todas as 11 regiões pesquisadas apresentaram deflação em maio. O maior índice foi na região metropolitana de Fortaleza (-0,23%), principalmente com a alta de alguns itens alimentícios, como a cebola (43,87%) e as carnes (2,94%). Já o menor resultado foi na região metropolitana de Curitiba (-1,12%), com o recuo nos preços dos combustíveis (-10,86%), especialmente da gasolina (-10,35%), e das passagens aéreas (-24,48%).

    Região Peso Regional (%) Variação Mensal (%)  Variação Acumulada (%)
    Abril Maio Ano 12 meses
    Fortaleza 3,88 0,02 -0,23 1,58 3,00
    Recife 4,71 0,17 -0,35 1,06 1,74
    Rio de Janeiro 9,77 0,61 -0,39 0,63 1,93
    São Paulo 33,45 -0,05 -0,52 0,58 2,44
    Belém 4,46 -0,16 -0,53 0,50 2,75
    Salvador 7,19 0,09 -0,54 0,62 1,77
    Brasília 4,84 -0,40 -0,66 -0,61 1,21
    Porto Alegre 8,61 -0,04 -0,69 0,04 1,35
    Belo Horizonte 10,04 0,00 -0,70 0,46 2,07
    Goiânia 4,96 -0,52 -0,81 -1,02 0,93
    Curitiba 8,09 -0,21 -1,12 -0,70 1,25
    Brasil 100,00 -0,01 -0,59 0,35 1,96
    Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

    Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 15 de abril e 14 de maio de 2020 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 17 de março a 14 de abril de 2020 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta e na abrangência geográfica.

    Por Agência de Notícias IBGE

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