segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    Índice de Preços ao Produtor sobe 2,93% em setembro

    Os preços da indústria geral variaram 2,93% em setembro, resultado superior ao observado em agosto (0,86%). Nessa mesma comparação, 22 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 21 do mês anterior. Em setembro de 2017, o resultado havia sido 1,48%. O acumulado no ano chegou a 14,02% e nos 12 meses, a 18,20%. O material de apoio da divulgação do Índice de Preços ao Produtor está à direita dessa página.

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    Em setembro, os preços das indústrias extrativas e de transformação (indústria geral), variaram 2,93% quando comparados a agosto, resultado inferior ao observado em agosto/julho (0,86%).

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    As quatro maiores variações ocorreram entre os produtos das seguintes atividades industriais: indústrias extrativas (12,82%), refino de petróleo e produtos de álcool (7,44%), outros produtos químicos (4,52%) e outros equipamentos de transporte (3,88%).

    Em termos de influência, na comparação entre setembro/2018 e agosto/2018 (2,93%), sobressaíram refino de petróleo e produtos de álcool (0,89 p.p.), indústrias extrativas (0,57 p.p.), outros produtos químicos (0,49 p.p.) e metalurgia (0,30 p.p.).

    O indicador acumulado no ano (setembro/2018 contra dezembro de 2017) atingiu 14,02%, contra 10,78% em agosto/2018. Entre as atividades que, em setembro/2018, tiveram as maiores variações percentuais destacaram-se: indústrias extrativas (41,64%), outros produtos químicos (29,08%), refino de petróleo e produtos de álcool (24,98%) e outros equipamentos de transporte (19,52%).

    Neste indicador, os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (2,86 p.p.), outros produtos químicos (2,80 p.p.), alimentos (1,71 p.p.) e indústrias extrativas (1,63 p.p.).

    Para o indicador acumulado em 12 meses, ao comparar setembro de 2018 com setembro de 2017, a variação de preços ocorrida foi de 18,20%, contra 16,54% em agosto/2018. As quatro maiores variações ocorreram em indústrias extrativas (56,90%), outros produtos químicos (38,04%), refino de petróleo e produtos de álcool (37,72%) e metalurgia (26,55%).

    Neste indicador, os setores de maior influência foram: refino de petróleo e produtos de álcool (4,06 p.p.), outros produtos químicos (3,55 p.p.), indústrias extrativas (2,08 p.p.) e metalurgia (2,07 p.p.).

    Entre as grandes categorias econômicas, em setembro a variação de preços de 2,93% repercutiu da seguinte maneira: 1,82% em bens de capital; 3,84% em bens intermediários; e 1,55% em bens de consumo, sendo que 0,82% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,78% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

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    Tiveram destaque nos resultados, os seguintes setores:

    Indústrias extrativas: em setembro, os preços do setor aumentaram 12,82%, destacando-se entre as maiores variações observadas no mês. Tal variação teve influência destacada sobre o indicador da indústria geral (0,57 p.p. sobre 2,93%). Com este resultado, o acumulado no ano ficou em 41,64%. A variação do indicador acumulado do setor teve influência de 1,63 p.p. sobre o indicador geral (14,02%). Na comparação do mês atual com o mesmo mês do ano anterior, houve variação de 56,90%. Assim, a atividade também se destacou na influência sobre o indicador M/M-12 da indústria geral (2,08 p.p. em 18,20%).

    As variações observadas nos indicadores do setor foram impactadas, principalmente, pelos preços dos minérios de ferro e dos óleos brutos de petróleo.

    Alimentos: depois de dois meses com variações negativas de preços, na comparação de setembro contra agosto, os preços do setor variaram em média 0,69%. Com isso, o acumulado no ano atingiu 8,96%, que é o terceiro maior resultado da série para setembro (perde para setembro de 2012, 15,21%, e setembro de 2015, 10,14%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a variação foi de 10,10%, que é a maior observada depois de setembro de 2016 (12,07%).

    A seleção da atividade, além do fato de ser o setor de maior peso no cálculo do IPP, se deveu à razão de ser a terceira maior influência no acumulado no ano (1,71 p.p. em 14,02%). Os produtos que se destacaram nessa perspectiva estão atrelados ao comportamento do câmbio (como é o caso de “resíduos da extração de soja”, “sucos concentrados de laranja” e “farinha de trigo”, os dois primeiros por conta de o Brasil ser exportador, o último por ser importador) e, no caso de “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, a menor oferta do produto ao longo do primeiro semestre do ano.

    Dos quatro produtos que se destacaram, na comparação setembro 2018/agosto 2018, dois (“carnes e miudezas de aves congeladas” e “sucos concentrados de laranja”) tiveram variação positiva de preços e dois, negativa (“resíduos da extração de soja” e “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”), sendo que a influência conjunta deles foi de 0,03 p.p. em 0,69%. Isso significa que 0,66 p.p. foi a influência dos demais 39 produtos que compõem a amostra do setor.

    O câmbio, com depreciação do Real de aproximadamente 4,8% em setembro, impacta diretamente o preço de “sucos concentrado de laranja” e deveria ter feito o mesmo no caso de “resíduos da extração de soja”, mas, neste caso, apesar de a maioria das empresas apresentarem variação positiva de preços na venda dos produtos, algumas importantes negociaram com desconto. A baixa oferta de frangos explica a variação positiva dos preços, enquanto a captação maior nas bacias leiteiras em setembro está em linha com a queda do preço no mês.

    Refino de petróleo e produtos de álcool: depois de dois meses com variações de preços menos intensas, os preços do setor variaram em média 7,44%, a maior da série, pouco maior do que a de maio (7,36%), até então a maior. Com o resultado de setembro, o acumulado no ano foi a 24,98%, o maior para este mês do ano. Para se ter uma ideia, a média dos outros oito resultados (a série tem início em 2010) é de 2,49%. Por fim, na comparação setembro 2018/setembro 2017, a variação foi de 37,72%, a terceira maior da série, que tem seus dois maiores resultados também em 2018 (42,41% em julho e 40,10% em junho).

    O setor foi destaque em todos os indicadores explorados. Em termos de variação, foi o segundo na comparação M/M-1 e terceiro nas outras duas. Em termos de influência foi o primeiro em todas elas (0,89 p.p., em 2,93%, no M/M-1; 2,86 p.p., em 14,02, no acumulado no ano; e 4,06 p.p. em 18,20%, no M/M-12)

    Outros produtos químicos: a indústria química no mês de setembro apresentou uma variação média de preços, em relação a agosto, de 4,52%, terceira maior variação entre todas as atividades analisadas pelo IPP, completando treze meses seguidos de elevação de preços. Com isso houve uma variação positiva de 29,08% no acumulado no ano (a maior ocorrida em um mês de setembro, desde o início da série em 2010) e 38,04% nos 12 últimos meses (maior variação alcançada para esta atividade em toda a série), situação bem diversa da que ocorreu em setembro de 2017, quando, por exemplo, o acumulado no ano foi de 1,66% e o acumulado em 12 meses, de 1,92%.

    Os resultados observados no mês estão ligados aos preços internacionais, aos custos da matéria-prima importada, aos preços dos derivados de petróleo, especialmente da nafta, à apreciação do Dólar em relação ao Real, que alcançou, no mês, 4,8%; 25,0%, no acumulado no ano; e 31,3%, em 12 meses. Finalmente, também vale a pena ressaltar que, em setembro, dos 32 produtos analisados no setor, 29 tiveram aumentos de preços, contra 14 do mês de agosto. Isto fica evidenciado na análise dos quatro produtos que tiveram as maiores variações de preços no mês, todas foram positivas.

    Em relação aos quatro produtos de maior influência, todos também apresentaram valores positivos, sendo eles: “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, que nessa época do ano costuma apresentar preços com esse comportamento, “herbicidas para uso na agricultura”, “polipropileno (PP)” e “sulfato de amônio ou uréia”. Em relação ao acumulado no ano e acumulado nos últimos 12 meses, todos os produtos tiveram resultados positivos e três são coincidentes: “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, “etileno (eteno) não-saturado” e “polipropileno (PP)”. O produto “herbicidas para uso na agricultura” foi destaque no acumulado no ano e o “propeno (propileno) não-saturado” no acumulado em 12 meses.

    Metalurgia: ao comparar os preços de setembro de 2018 contra agosto de 2018, houve uma variação de 3,66%, 12 variações positivas nos últimos 13 meses (em janeiro de 2018 a variação foi de -0,06%). Desta forma, a atividade acumulou no ano uma variação de 18,94% e nos últimos 12 meses 26,55% (maior variação alcançada para esta atividade, nestes dois índices, desde o início da série). Uma análise dos números-índices indica que, entre dezembro de 2013 (base da série) e setembro de 2018, os preços do setor tiveram uma variação acumulada de 55,17%.

    Entre os quatro produtos que tiveram as maiores variações de preços, considerando mês contra mês anterior, acumulado no ano e acumulado nos últimos 12 meses, todos os resultados obtidos foram positivos, e destes, excetuando os resultados do produto “barras de aços ao carbono” e “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”, todos fazem parte dos produtos que mais influenciaram os resultados no mês, em pelo menos um dos indicadores.

    Os quatro produtos de maior influência no mês representaram 3,00 p.p. da variação, ou seja, 0,65 p.p. é a influência dos demais 18 produtos. Os quatro produtos são: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, “ligas de alumínio em formas brutas”, “bobinas a frio de aços ao carbono, não revestidos” e “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidos”.

    Considerando as principais influências na análise de acumulado no ano, destacam-se os mesmos produtos, excetuando “ligas de alumínio em formas brutas”, que é substituído pela influência de “bobinas de chapas de aços zincadas”, este produto por sua vez na influência em 12 meses é substituído pelo “alumínio não ligado em formas brutas”.

    O comportamento do setor é influenciado pela combinação dos resultados dos grupos siderúrgicos (ligado aos produtos de aço) e do grupo de materiais não ferrosos (cobre e alumínio), que têm comportamentos de preços diferentes. O primeiro grupo, ligado ao setor siderúrgico, é afetado pelo excedente de capacidade de aço no mundo (apesar dos cortes de produção na China, acompanhado de aumento de preços), pela apreciação do Dólar frente ao Real (25,0% no ano), pela flutuação dos valores do minério de ferro, produto que tem tido uma recuperação de preços a partir do segundo semestre de 2017, e o aquecimento do setor automotivo. Em relação ao segundo grupo – materiais não ferrosos – os preços costumam apresentar seus resultados ligados às cotações das bolsas internacionais. Em setembro houve, porém, uma redução do preço médio internacional do alumínio, que no entanto não afetou o aumento de preços das “ligas de alumínio em formas brutas”.

    Veículos automotores: em setembro, a variação observada no setor foi de 0,70%, quando comparada com o mês imediatamente anterior. Com este resultado, a variação acumulada no ano alcançou 5,68%. A título de comparação, em agosto de 2017 o acumulado era de 3,68%. Nos últimos 12 meses, o setor acumulou uma variação de 6,58%.

    Vale ressaltar que a variação mensal representou o 13º resultado positivo consecutivo e o 25º nos últimos 26 meses (apenas agosto de 2017 apresentou variação negativa de preços, na faixa de -0,08%). Nesse período – entre agosto de 2016 e setembro de 2018 – houve uma variação acumulada de 13,58%.

    A atividade de veículos automotores se destacou, dentre todos os setores pesquisados, por apresentar o quarto maior peso no cálculo do indicador geral, com uma contribuição de 10,52% – atrás apenas dos setores de Alimentos (19,14%), Refino de petróleo e produtos de álcool (13,18%) e Outros produtos químicos (11,45%).

    Entre os quatro produtos de maior influência no M/M-1, todos tiveram impacto positivo no índice: “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, “peças para motor de veículos automotores”, “caminhão-trator para reboques e semi-reboques” e “carrocerias para ônibus”, sendo que os três primeiros estão entre os quatro produtos de maior peso do setor. A influência desses quatro produtos que mais impactaram a variação mensal foi de 0,52 p.p. Ou seja, os demais 21 produtos da atividade contribuíram com 0,18 p.p.

    Em relação aos indicadores de longo prazo (acumulado no ano e M/M-12), todos os quatro produtos de maior influência nos índices se repetem em ambos os indicadores: “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, “caminhão diesel com capacidade superior a 5t”, “peças para motor de veículos automotores” e “caminhão-trator para reboques e semi-reboques”, sendo eles os quatro produtos de maior peso na atividade e que impactaram ambos os indicadores positivamente.

    Outros equipamentos de transporte: em setembro deste ano, os preços da atividade tiveram variação positiva de 3,88%, em relação ao mês anterior.

    O indicador acumulado no ano ficou em 19,52%. Na comparação com setembro de 2017, o indicador M/M-12 apresentou variação de 24,28%.

    Na influência, os indicadores M/M-1, acumulado no ano e M/M-12 do setor representaram: 0,09 p.p. em 2,93%, 0,44 p.p. em 14,02%, e 0,55 p.p. em 18,20%, sobre os indicadores da indústria geral respectivamente.

    Os números do setor refletiram principalmente as variações observadas nos preços dos “aviões de peso superior a 2.000 kg”, impactadas ao longo do ano pela depreciação do Real.

    Por Agência de Notícias IBGE

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