quarta-feira, janeiro 19, 2022
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    Fiesp assina convênio com Portugal para estimular internacionalização de startups

    17/11 – Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

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    Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

    O ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram na quarta-feira (16/11) memorando de entendimento para o fomento ao intercâmbio para internacionalização de empresas nascentes de base tecnológica (startups). O documento foi firmado na sede da Fiesp, em cerimônia com a participação também do ministro da Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab.

    Skaf destacou a importância do empreendedorismo para o Brasil, o que a Fiesp estimula, por exemplo, com o Concurso Acelera Startup. Ele espera ver nas próximas edições a participação de empresas portuguesas no evento.
    A ideia do convênio é abrir espaço para startups brasileiras em Portugal e para empresas portuguesas no Brasil. Cabral destacou que os dois países querem promover o empreendedorismo e incentivar as empresas inovadoras. “Para isso é preciso fazer essa ponte entre as instituições onde há empresa inovadoras”, disse, lembrando que a Fiesp é exemplo nesse campo e tem trabalho muito interessante com startups. O Acelera, promovido pela Fiesp, é um dos exemplos em que se pode concretizar o convênio, com a participação de empresas portuguesas, explicou o ministro. “Temos que selecionar empresas portuguesas com soluções interessantes para participar do Acelera.”
    Cabral disse que um dos passos para a aproximação mútua é a divulgação em Portugal do Acelera. “Da mesma forma se pode fazer o sentido contrário, do Brasil para Portugal.” Empresas de aplicativos com sucesso em Portugal poderiam aproveitar, com facilidade de adaptação, o enorme mercado brasileiro. E para as startups brasileiras, Portugal poderia oferecer a facilidade de tradução para os vários idiomas do mercado europeu.
    Outro passo é ver como possibilitar a reciprocidade no uso das incubadoras em ambos países. E também é importante, disse o ministro, tentar reciprocidade também em fundos e outros recursos financeiros para o desenvolvimento das startups. A meta, explicou, é que Portugal trate as startups brasileiras como se fosse empresas portuguesas e vice-versa. Para isso, no caso de Portugal, não é preciso mudar a legislação, bastando alterar a formatação de fundos.
    O ministro da Economia de Portugal ressaltou também que há ainda muito espaço a explorar em relação às pequenas e médias empresas e em termos também de cooperação científica e tecnológica.

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