segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    Falir não é crime

    14/08 – Fabrício Nedel Scalzilli / DCI-SP / Portal Contábeis
    falência
    Há uma crítica ao Brasil por ter historicamente uma taxa de poupança muito baixa, mesmo em anos de bonança e de crédito barato. Essa questão é cultural e pode ser vista também no mundo empresarial brasileiro. As empresas não poupam e muitas delas sequer sabem gerenciar seus fluxos de caixa. Como consequência, buscam apoio no mercado financeiro não para financiar a sua expansão, inovação ou compra de equipamentos, mas sim para tapar buracos no caixa e pagar despesas correntes, como folha de pagamento e insumos; ou seja, custear a própria operação.
    O que deveria ser uma medida pontual adentra as entranhas da estrutura financeira da empresa e não sai mais. Como resultado, os juros legitimamente cobrados pelas instituições financeiras (esse é o seu produto), as multas pesadíssimas em cima dos impostos (atrasados) e os acessórios cobrados junto às dívidas com os fornecedores acabam com a margem e qualquer possibilidade de lucro na maioria dos casos. Entra-se em um espiral de crise onde o empresário compra, no máximo, matéria-prima à vista, paga a folha de pagamentos com dias de atraso, não paga os acessórios trabalhistas e os impostos e tenta renegociar a dívida com bancos e factorings, de olho em uma nova linha de crédito e capital de giro para amanhã.
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