terça-feira, outubro 26, 2021
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    Custo de comércio bilateral caiu mais intensamente entre países de renda baixa

    Estudo do Ipea compara os dados de 1995 a 2015 por grupos de países e mostra que a redução mais acentuada ocorreu até 2005

    O custo mediano de comércio bilateral caiu entre 1995 e 2015, de acordo com uma análise feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base em informações de 63 países obtidas na matriz de insumo-produto de integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas essa queda não foi homogênea: 8,7% entre os países de renda alta, 14,9%  nos de renda média e 15,5% nos de renda baixa. A conclusão está no estudo Determinantes do Custo do Comércio Bilateral, divulgado pelo Ipea nesta sexta-feira (29).

    A queda mais relevante ocorreu nos primeiros 10 anos do estudo, entre 1995 e 2005, se tornando menos acentuada entre 2005 e 2015. Essa redução dos custos é explicada principalmente pelos programas da redução generalizada de tarifas, acordos comerciais e adesões à Organização Mundial do Comércio (OMC), que ocorreram com mais intensidade na primeira década analisada. Também foi possível perceber que, entre os determinantes do custo de comércio, a política tarifária, feita unilateralmente ou por acordos comerciais, e a gestão da cadeia foram os instrumentos que provocaram maiores impactos. O Brasil figura na pesquisa como um dos países de renda média.

    Os custos no comércio internacional podem ser definidos de forma ampla como o equivalente a todas as despesas que impõem um diferencial entre o preço no estabelecimento do exportador e o preço ao consumidor no país importador. Eles incluem gastos de fácil mensuração, como tarifas aduaneiras, frete interno e externo e seguro, mas também representam gastos não observáveis, como procedimentos burocráticos na alfândega, cumprimento de exigências fitossanitárias e de especificações técnicas e margens de comercialização no atacado e no varejo, por exemplo.

    Os custos mais elevados podem dificultar o aproveitamento das vantagens comparativas e diminuem o nível de renda. Os consumidores são prejudicados por preços maiores e uma menor variedade de bens ofertados, enquanto empresas tornam-se menos competitivas ao adquirirem máquinas, equipamentos e insumos a preços mais elevados ou deixarem de importar, limitando o acesso a novas tecnologias.

    Acesse o estudo na íntegra

    Por Ipea

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