sexta-feira, janeiro 14, 2022
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    Crescimento de empresas de atacado e varejo desponta pelo Brasil

    Empreendimentos ligados ao comércio de alimentos está entre os que mais cresceram, aponta Empresômetro

    O mercado varejista brasileiro vem crescendo. Para se ter uma ideia, as empresas que vendem roupas e acessórios somaram 20% de todos os negócios de varejo no ano passado, com mais de 956 mil unidades.

    Esse setor cresceu 56% em apenas quatro anos, desde 2015 até o final de 2018. Se levarmos em conta todo o varejo, o crescimento foi de 44% no número de empreendimentos.

    “São dados que demonstram cuidado em formalizar suas empresas, além de diversos outros fatores, mas o maior deles é a busca pela independência financeira”, diz o CEO do Empresômetro, Otávio Amaral.

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    Para alimentar todos esses negócios, é preciso que haja uma série de outras empresas para fornecer os bens a serem vendidos e é aí que entra o chamado atacadista. Um setor que cresceu 22,5% em quatro anos, e que 2018 somou mais de 336 mil novos negócios pelo país todo.

    “Com a demanda final crescendo, cresce também a demanda por fornecedores, e isso faz com que as oportunidades no setor aumentem, levando investidores e empresários a desenvolverem atividades ali”, explica Amaral.

    Sem muita surpresa, as empresas que vendem produtos alimentícios foram os estabelecimentos em maior número em 2018, mas não foram as que mais cresceram, como se pode ver pela tabela abaixo.

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    O comércio atacadista de sorvetes, por exemplo, cresceu 54%; claro que em números absolutos são quase 400 novos empreendimentos, mas se levarmos em conta que é um setor altamente supérfluo, é um indicativo de que a economia foi sendo aquecida durante o período do levantamento.

    Outro atacadista que chama a atenção e cresceu 39% é o que vende produtos com predominância alimentícia, os “atacarejos”. Muitos deles com acesso por qualquer pessoa, não havendo a obrigatoriedade de um CNPJ, nem mesmo um valor mínimo para comprar como era em outros tempos.

    Para Amaral, “as atividades econômicas todas vêm passando por mudanças, o que levava décadas para mudar, hoje leva meses. Com toda a competição, avanço tecnológico, globalização, renda e crédito maior, quem não mudar acaba perdendo espaço no mercado e isso é esperado, não existe mais atividade que se perpetue no tempo sem investimentos constantes como havia antes”, afirma.

    Tudo isso mostra como a habilidade de entender o mercado e interpretar essas informações é importante para o empresário que pensa a longo prazo.

    De volta para o passado
    Voltando para 2018, as empresas do setor atacadista que mais abriram foram as relacionadas a produtos alimentícios, com mais de 19 mil negócios, seguidas pelo comércio de peças e acessórios para veículos, com mais de 17 mil unidades.

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    “São atividades que estão relacionadas com o crescimento, seja da economia, como no caso das peças de veículos, seja da renda e até da população, como é o caso do comércio de alimentos”, diz o CEO do Empresômetro.

    Os mesmos dados mostram ainda que a Região Nordeste possui o maior crescimento na rede de varejo, com média de 47% no período em que os dados foram levantados. Os estados de Pernambuco e Paraíba foram os que mais tiveram novos negócios varejistas abertos, com 55% de crescimento entre 2015 e 2018.

    Ainda no Nordeste, Alagoas se destaca pelo crescimento de 43% do seu setor atacadista nos quatro anos do levantamento e de 13% em relação a 2017.

    Na Região Sudeste destacou-se o estado do Rio de Janeiro, com crescimento de 54% no varejo desde 2015, com o setor atacadista crescendo 21% no mesmo período.

    Já o Estado de São Paulo é, sem dúvida, o que move grande parte da economia nacional, concentrando mais de 1 milhão de varejistas e mais de 97 mil atacadistas. A região viu o mercado do varejo crescer 42% e o de atacado 22% em quatro anos.

    “O levantamento demonstra um reaquecimento da economia brasileira, com mudança de paradigmas, entre eles a formalização da pessoa jurídica, além de hábitos de compra, que pode ser visto pela busca das pessoas por consumir em atacadistas”, conclui Amaral.

    Por Descomplica Agência de Mídias

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