domingo, janeiro 16, 2022
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    Confiança do Consumidor avança mas se mantém abaixo em termos históricos

    O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas avançou 1,9 ponto em junho, para 88,5 pontos, interrompendo uma sequência de quatro quedas consecutivas. Apesar da alta, o índice se mantém em patamar baixo em termos históricos. Em médias móveis trimestrais o indicador permanece em queda.

    “A melhora de junho foi determinada pela calibragem das expectativas, que haviam piorado muito entre janeiro e maio, passando de um perfil otimista para pessimista em apenas quatro meses. Agora passam a retratar um perfil neutro. Com o mercado de trabalho avançando lentamente, os resultados ainda podem demorar a influenciar significativamente as percepções sobre a economia no momento.”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

    Em junho, a satisfação em relação ao momento se manteve estável e as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram. O Índice de Situação Atual (ISA) se manteve em 73,4 pontos enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 3,2 pontos, para 99,7 pontos, revertendo parte da queda de 2,2 pontos registrada em maio.

    Com relação à situação presente, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia recuperou 0,9 ponto após três meses em queda. Já as avaliações sobre a situação financeira das famílias voltaram a piorar. Com a queda de 0,8 ponto, o indicador atingiu 67,4 pontos, menor nível desde outubro de 2018.

    Com relação às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da situação financeira das famílias foi o que mais contribuiu para a alta da confiança no mês, avançando 8,1 pontos, para 99,0 pontos, o maior desde março (100,9). Esse ganho, no entanto, não foi o suficiente para compensar a perda acumulada de 20,7 pontos entre janeiro e maio. O indicador que mede o grau de otimismo com a situação econômica futura subiu 3,9 pontos, para 111,9 pontos.

    A alta da confiança em junho ocorreu em todas as classes de renda, tendo sido mais forte nas famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais para as quais subiu 4,0 pontos no mês, após quatro quedas consecutivas, influenciada pela melhora tanto na situação quanto das expectativas. Nas famílias com renda acima de R$ 9,6 mil mensais, houve aumento de 2,5 pontos no mês, influenciado principalmente por uma melhora nas expectativas relacionadas à situação financeira.

    Acesse o press release

    Por Portal IBRE FGV

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