segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    Confiança de Serviços avança em junho mas fecha primeiro semestre em queda

    O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas, subiu 2,2 pontos em junho, para 91,2 pontos, recuperando parte das perdas sofridas nos últimos quatro meses. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pela quarta vez consecutiva, desta vez em 0,6 ponto.

    “A confiança de serviços encerra o primeiro semestre em alta depois de um período de quatro quedas consecutivas. Apesar da melhora pontual, o resultado sugere que os empresários ainda estão calibrando suas expectativas e que ainda não conseguem perceber uma recuperação significativa do momento atual. Essa combinação de resultados indica que ainda não é possível vislumbrar uma retomada mais forte do setor de serviços nos próximos meses, mantendo o ritmo gradual de recuperação ao longo do ano”, analisa Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

    Em junho, o ICS voltou a subir, atingindo 9 das 13 atividades pesquisadas, e foi determinado pela alta de 3,0 pontos do Índice de Expectativas (IE-S), para 95,0 pontos, e de 1,2 ponto do Índice de Situação Atual (ISA-S), para 87,5 pontos.

    O avanço do IE-S foi influenciado pelo indicador que mede o otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes como pelo indicador de demanda prevista nos três meses seguintes, que aumentaram 1,5 e 4,5 pontos, para 93,2 e 96,9 pontos respectivamente.

    A alta do Índice de Situação Atual (ISA-S) foi decorrente do indicador de situação atual dos negócios, que subiu 1,0 ponto, para 86,3 pontos, e do indicador de volume de demanda atual, que cresceu 1,5 ponto, atingindo 88,9 pontos.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços variou 0,6 ponto percentual, registrando pela primeira vez no ano a segunda alta consecutiva. O NUCI ficou em 82,6%.

    Confiança recua no segundo trimestre e fecha o primeiro semestre em queda
    No 2º trimestre o ICS acumulou perda de 1,8 ponto. Em termos setoriais, a contribuição para queda veio dos serviços de Informação e Comunicação e prestados às Famílias, que recuaram 6,4 e 0,8 pontos no mesmo período. Por outro lado, os serviços Profissionais, Transportes e Outros Serviços avançaram de forma tímida, depois de recuar no 1º trimestre. Este resultado é reflexo da frustação dos empresários do setor quanto às perspectivas do curto prazo, e também do baixo desempenho da economia nos primeiros meses do ano. No entanto, em junho, o ICS voltou a subir, após quatro meses de queda, o que pode ser um primeiro sinal positivo para o segundo semestre, mas ainda é preciso esperar novos resultados para confirmar essa reação do índice.

    Por FGV – IBRE

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