sábado, outubro 23, 2021
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    Confiança da Indústria de Transformação inicia o ano em queda após oito meses de altas consecutivos

    O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 3,6 pontos em janeiro, para 111,3 pontos. Após oito meses de altas consecutivas, esse é o primeiro resultado negativo do setor. Em médias móveis trimestrais, o índice se manteve estável.

    Após oito meses de altas consecutivos, a Confiança da Indústria de Transformação inicia o ano em queda, confirmando a tendência de desaceleração das taxas de crescimento observada nos últimos meses. O resultado é reflexo de uma percepção menos favorável dos empresários sobre a situação atual dos negócios e perspectivas menos otimistas para a produção prevista para os próximos três meses que parece estar relacionada com o fim dos benefícios emergenciais e avanço da pandemia no país. Apesar disso, a indústria segue ainda em patamar alto em termos históricos, se destacando entre os demais setores econômicos com NUCI em 79,9%, maior patamar desde 2014. O indicador de tendência dos negócios para os próximos seis meses ainda positivo sinaliza que os empresários confiam mais num retorno da recuperação para o segundo semestre do ano”, comenta Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens da FGV IBRE.

    Em janeiro, 14 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram queda da confiança. O resultado negativo do mês ocorre influenciado por uma piora da satisfação dos empresários em relação à situação atual e de uma diminuição do otimismo em relação as perspectivas para os próximos três e seis meses. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 3,6 pontos para 116,3 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) diminuiu 3,3 pontos para 106,3 pontos, menor nível desde setembro de 2020 (105,9 pontos).

    Os indicadores que medem o nível dos estoques e a situação atual dos negócios recuaram 4,0 pontos para 125,3 pontos e 108,6 pontos, respectivamente. Houve queda tanto da parcela de empresas que avaliam os estoques como insuficientes (de 14,6% para 12,9%) como das que avaliam os estoques como excessivos (de 6,5% para 7,8%). Já no indicador que mede a situação atual dos negócios houve tanto uma redução da parcela de empresas que julgam a situação como boa (de 38,3% para 35,6%) quanto aumento da parcela fraca (de 14,1% para 14,7%).

    Dos indicadores que compõem o IE, a produção prevista para os próximos três meses foi o que mais contribuiu para a queda da confiança em janeiro ao cair 8,6 pontos, passando de 110,4 para 101,8 pontos, menor nível desde julho de 2020 (99 pontos). Houve redução da parcela de empresas que preveem uma produção maior, de 40,8% para 38,3%, e aumento das que projetam menor produção, de 13,2% para 17,4%. Já os indicadores de emprego previsto e tendência dos negócios variaram -2,5 ponto e 1,3 ponto, respectivamente.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada avançou 0,6 ponto percentual, para 79,9%. Esse é o maior valor observado desde novembro de 2014 (80,3%).

    Por Portal IBRE FGV
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