segunda-feira, janeiro 17, 2022
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    BNDES debate na Câmara Fundos Patrimoniais

    Luciane Gorgulho destacou a preocupação do BNDES com a sustentabilidade de projetos
    Nos últimos cinco anos, BNDES investiu R$ 2 bi em Economia da Cultura

    O BNDES participou terça-feira, 26, na Câmara dos Deputados de debate sobre regulamentação de Fundos de Endowments para legados culturais com presença de parlamentares.

    Luciane Gorgulho, chefe do Departamento de Economia de Cultura do BNDES, destacou que os fundos patrimoniais têm sido priorizados há alguns anos a partir da experiência da instituição junto aos patrimônios históricos e culturais. Nessa jornada, o Banco passou a ser apoiador de algumas instituições e como tal, o principal papel é o de levantar a bandeira da sustentabilidade financeira: “o BNDES vislumbra no Endowment um instrumento capaz de garantir a sustentabilidade financeira de longo prazo de instituições culturais, educacionais e ambientais. Ao mesmo tempo ele favorece a captação de recursos privados novos que constituem funding de longo prazo para o mercado de capitais e a infraestrutura”, afirmou Luciane.

    Na ocasião também foi lançada a Coalização pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos Composta por 27 organizações envolvidas no tema, a iniciativa defende princípios como a ampliação das causas para outros campos como a saúde, a previsão de renúncia fiscal e a instituição de um padrão de governança dos fundos.

    Endowments – Fundos de Endowments são estruturas financeiras utilizadas por instituições de diversas naturezas para direcionar doações e impulsionar sua sustentabilidade financeira. No país, os seis fundos patrimoniais mais expressivos somam quase R$ 40 bilhões. A ampliação do instrumento pode contribuir para a sustentabilidade de organizações de diversos campos, como cultura, saúde e educação e avanços na legislação podem alavancar o desenvolvimento dos fundos.

    Os fundos de endowments já são consolidados em instituições de diversos países como a Universidade de Harvard (EUA) e a Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal), com US$ 31,7 bilhões e US$ 2,5 bilhões em seus fundos, respectivamente. Na França, após a aprovação de lei específica em 2008, mais de 200 fundos filantrópicos foram criados, entre eles o fundo do Museu do Louvre.

    BNDES – Entre 2013 e 2017 o BNDES investiu no setor de Economia da Cultura R$ 2 bilhões – sem contar os recursos aplicados pelo Fundo Setorial Audiovisual e em ações de patrocínio cultural.

    II Fórum Internacional de Endowments Culturais – O evento faz parte do II Fórum Internacional de Endowments Culturais, patrocinado pelo BNDES. O projeto realizará ainda encontros no Rio de Janeiro, em novembro de 2018, em Lisboa, em abril de 2019 e em São Paulo, em maio de 2019.

    Por BNDES

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