Disrupturas tecnológicas e as startups na logística

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Artigo escrito por Rafaela Aparecida de Almeida*

Você já ouviu falar em disrupturas tecnológicas?

Trata-se da criação de modelos de negócios que são completamente diferentes dos tradicionais, ou seja, que trazem algum tipo de inovação associada ao uso de tecnologias para transformar um determinado segmento, dentre seus principais exemplos, podemos citar o Uber em relação ao táxi e o Airbnb em relação aos hotéis. A disruptura ocorre quando é oferecido um serviço de melhor qualidade, com preços mais competitivos ou então pelo atendimento de uma necessidade que, até então, não era atendida por “fornecedores tradicionais”.

Nesse sentindo, é possível dizer que as startups representam um modelo de disruptura tecnológica, uma vez que apresentam propostas inovadoras com uma base tecnológica em um modelo escalável. No segmento logístico, são conhecidas como logtechs.

Segundo dados do Distrito Logtech Report em 2020, no cenário brasileiro, o crescimento exponencial de startups ocorreu entre 2014 e 2015. No caso das logtechs, esse crescimento ocorreu entre 2015 e 2020, período em que mais de 50% delas foram fundadas.

Algumas das principais startups logísticas nasceram da logística tradicional e desenvolveram soluções específicas para suas operações com vistas às novas demandas do mercado. Em outros casos, empresas que comercializam produtos, principalmente via e-commerce, associaram-se a startups como forma de ter acesso a ferramentas disruptivas capazes de proporcionar boas experiências aos seus usuários.

De acordo com os dados apresentados pela pesquisa, as logtechs brasileiras podem ser categorizadas em:

– Logtechs de Gestão Logística: objetivam melhorar a eficiência e segurança ou reinventar alguma atividade, etapa ou dispositivo presente na gestão do processo logístico com uso de Analytics, IoT (Internet das Coisas) e Inteligência Artificial, em atividades como a gestão de carga, frota e entregas.
– Logtechs de estoques: representadas por empresas que utilizam tecnologia para gerenciar armazéns e centros de distribuição, controlar o fluxo de estoque, otimizar atividades de tráfego e carga e descarga de veículos.
– Logtechs de entregas: visam oferecer serviços de entrega mais eficientes aos consumidores finais, principalmente de compras provenientes do e-commerce, por meio da disposição de diferentes modais, inclusive por UAV (drones).
– Logtechs de logística reversa: oferecem serviços como o retorno e controle dos resíduos e embalagens à cadeia de suprimentos.
– Logtechs de Marketplace de frete: disponibilizam soluções que atuam como intermediárias entre fornecedores, embarcadores e transportadores, sejam estes, empresas ou motoristas autônomos, para entrega de cargas fracionadas, permitindo análise comparativa e cotação de fretes.

Vale destacar que a logística, assim como qualquer outro setor, está sofrendo os efeitos da disrupção do mercado pela introdução da tecnologia digital e invasão de startups capazes de alterar a forma como a sociedade e o mercado se comportavam ou de criar necessidades que até então não existiam.

No entanto, embora as tecnologias disruptivas estejam cada vez mais presentes no mercado, ainda existem muitas transportadoras e operadores logísticos tradicionais atuando no mesmo formato de uma ou duas décadas atrás. É preciso compreender que o surgimento das startups trouxe um novo cenário para a logística e que essas empresas inovadoras não precisam ser vistas como concorrentes, mas sim, como parceiras capazes de agregar valor e desenvolvimento aos seus negócios.

*Rafaela Aparecida de Almeida é tutora do curso de Secretariado do Centro Universitário Internacional Uninter.

Por PG1 Comunicação

 

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