PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 14,6% e taxa de subutilização é de 30,3% no trimestre encerrado em setembro

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A taxa de desocupação (14,6%) no trimestre de julho a setembro de 2020 foi a mais alta da série histórica iniciada em 2012, crescendo 1,3 ponto percentual (p.p) em relação ao trimestre de abril a junho (13,3%) e 2,8 p.p. frente ao trimestre julho a setembro de 2019 (11,8%).

A população desocupada (14,1 milhões de pessoas) subiu 10,2% (mais 1,3 milhão de pessoas) frente ao 2ª trimestre (12,8 milhões) e subiu 12,6% (1,6 milhão de pessoas a mais) em relação mesmo trimestre de 2019 (12,5 milhões).

A população ocupada (82,5 milhões) chegou ao patamar mais baixo da série histórica e caiu 1,1% (menos 880 mil) frente ao trimestre anterior e 12,1% (menos 11,3 milhões) frente ao mesmo trimestre de 2019.

O nível de ocupação (47,1%) foi o mais baixo da série, caindo 0,8 p.p. frente ao trimestre anterior e 7,7 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

A taxa composta de subutilização (30,3%) é recorde da série, subindo 1,2 p.p. em relação ao 2ª trimestre (29,1%) e 6,3 p.p. frente ao mesmo trimestre de 2019 (24,0%).

A população subutilizada (33,2 milhões de pessoas) subiu 3,9% (mais 1,2 milhões) frente ao trimestre anterior e de 20,9% (mais 5,7 milhões) contra o mesmo trimestre de 2019.

A população na força de trabalho (96,5 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 9,2% (menos 9,8 milhões de pessoas) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

A população fora da força de trabalho (78,6 milhões) atingiu o maior nível da série histórica, com altas de 1,0% (mais 785 mil pessoas) ante o trimestre anterior e de 21,2% (mais 13,7 milhões de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019.

A população desalentada (5,9 milhões) é recorde da série, com alta de 3,2% (mais 183 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e de 24,7% (mais 1,2 milhão de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O percentual de desalentados na população na força de trabalho ou desalentada (5,7%) ficou estável ante o trimestre anterior e subiu 1,5 p.p. contra o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos), estimado em 29,4 milhões, caiu 2,6% (menos 788 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 11,2% (menos 3,7 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de empregados sem carteira assinada no setor privado (9 milhões) aumentou 4,3% (mais 374 mil pessoas) frente ao 2º trimestre e 23,9% (menos 2,8 milhões) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de trabalhadores por conta própria (21,8 milhões) variou 0,6 (mais 119 mil) contra o trimestre anterior e caiu 10,8% (menos 2,6 milhões de pessoas) frente ao mesmo período de 2019.

O número de trabalhadores domésticos (4,6 milhões) caiu 2,2% (menos 102 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 26,5 % (menos 1,7 milhão de pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2019 (4,2%).

A taxa de informalidade chegou a 38,4% da população ocupada (ou 31,6 milhões de trabalhadores informais). No trimestre anterior, a taxa foi 36,9% e, no mesmo trimestre de 2019, 41,4%.

O rendimento médio real habitual (R$ 2.554) no trimestre terminado em setembro ficou estatisticamente estável frente ao trimestre anterior (R$ 2.519) e subiu 8,3% contra o mesmo trimestre de 2019 (R$ 2.359).

A massa de rendimento real habitual (R$ 205,3 bilhões) ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 4,9% (menos R$ 10,6 bilhões) em relação ao mesmo trimestre de 2019.

Indicador/Período Jul-Ago-Set 2020 Abr-Mai-Jun 2020 Jul-Ago-Set 2019
Taxa de desocupação 14,6% 13,3% 11,8%
Taxa de subutilização 30,3% 29,1% 24,0%
Rendimento real habitual (R$) 2.554 2.519 2.359
Variação do rendimento real habitual em relação a: 1,4% (estável) 8,3%

Nos grupamentos de atividade, frente ao trimestre anterior, a ocupação cresceu em: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%, ou mais 304 mil pessoas) e Construção (7,5%, ou mais 399 mil pessoas). Houve reduções em Transporte, armazenagem e correio (5,2%, ou menos 227 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,7%, ou menos 616 mil pessoas). Nos demais grupamentos, não houve variação estatisticamente significativa

Taxa de desocupação – Brasil – 2012-2020 (%)

Frente ao mesmo trimestre de 2019, houve reduções da ocupação na Indústria (12,2%, ou menos 1,5 milhão de pessoas), Construção (16,6%, ou menos 1,1 milhão de pessoas), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (13,5%, ou menos 2,4 milhões de pessoas), Transporte, armazenagem e correio (15,5%, ou menos 755 mil pessoas), Alojamento e alimentação (29,9%, ou menos 1,6 milhão de pessoas), Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (6,5%, ou menos 688 mil pessoas), Outros serviços (20,8%, ou menos 1,0 milhão de pessoas) e Serviços domésticos (26,5%, ou menos 1,7 milhão de pessoas). Nos dois outros grupamentos, não houve variação estatisticamente significativa.

A força de trabalho potencial (12,8 milhões de pessoas) caiu 4,9% (menos 665 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e aumentou 63,1% (mais 5 milhões de pessoas) ante o mesmo trimestre de 2019.

O número de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (6,2 milhões) aumentou 10,6% em comparação com o trimestre anterior (mais 597 mil pessoas) e caiu em relação ao mesmo trimestre de 2019 (-11,8% ou 834 mil pessoas a menos).

Taxa composta de subutilização – trimestres de julho a setembro – 2012 a 2020 – Brasil (%)

 

O número de empregadores (3,6 milhões de pessoas) ficou estável frente ao trimestre anterior e recuou 11,6% ante o mesmo trimestre de 2019 (menos 509 mil pessoas).

A categoria dos empregados no setor público (11,8 milhões de pessoas), que inclui servidores estatutários e militares, caiu frente ao trimestre anterior (-4,3% ou menos 532 mil pessoas) e ficou estável em relação ao mesmo trimestre de 2019.

O rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade e em relação ao trimestre abril-junho de 2020, mostrou aumento em: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (7,6%, ou mais R$ 255) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,2%, ou mais R$ 114). Houve redução nos seguintes grupamentos: Construção (5,6%, ou menos R$ 110); Outros serviços (6,9%, ou menos R$ 132) e Serviços domésticos (2,7%, ou menos R$ 25).

Frente ao mesmo trimestre de 2019, o rendimento teve aumento em: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (7,5%, ou mais R$ 100); Indústria (13,2%, ou mais R$ 308); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (6,8%, ou mais R$ 128); Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (7,8%, ou mais R$ 261) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (5,1%, ou mais R$ 179). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

A análise do rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo a posição na ocupação, frente ao trimestre de abril-junho de 2020, mostrou aumento nas categorias: Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (3,8%, ou mais R$ 145) e Empregador (6,6%, ou mais R$ 417). Houve redução para o Trabalhador doméstico (2,7%, ou menos R$ 25) e estabilidade nas demais categorias.

Ante o trimestre de julho a setembro de 2019, houve aumento nas categorias: Empregado com carteira de trabalho assinada (3,4%, ou mais R$ 76); Empregado sem carteira de trabalho assinada (15,6%, ou mais R$ 225); Empregado no setor público (inclusive servidor estatutário e militar) (5,2%, ou mais R$ 195); Empregador (12,6%, ou mais R$ 756) e Conta-própria (5,0%, ou mais R$ 85). As demais categorias mostraram estabilidade.

Por Agência de Notícias IBGE

 

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