Números do Caged em junho mostram expressiva reação do mercado de trabalho

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Secretário Bruno Bianco destacou em entrevista coletiva que economia do país dá sinais de melhora significativa

Os números referentes ao mês de junho do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), apresentados pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, na terça-feira (28/7), em entrevista coletiva à imprensa, mostram a forte reação do mercado de trabalho no país, com crescimento expressivo do número de admissões e diminuição das demissões, na comparação com o mês de maio.

Foram 895.460 contratações e 906.444 desligamentos, resultando em um total ainda negativo de 10.984 vagas. Bianco observou que no mês de abril o saldo havia sido negativo em cerca de 900 mil postos e durante maio também negativo em aproximadamente 350 mil. Segundo ele, nunca se devem comemorar perdas no número de empregos, mas a análise dos números ao longo dos últimos três meses indica, sim, aspectos positivos.

“A equipe da Secretaria tem trabalhado diuturnamente para preservar empregos e aumentar contratações. O Caged de junho traz o resultado disso”, ressaltou.

O secretário frisou que o país se aproxima de um saldo positivo, devido à melhora expressiva da economia. As admissões cresceram 24% em relação ao mês de maio. “Estamos avaliando dia após dia o comportamento do mercado de trabalho, evitando projeções de longo prazo. Entretanto, pelos números de junho, a reação mostra que é possível o Brasil realizar uma recuperação econômica em formato de ‘V’, como o ministro Paulo Guedes projetou”, observou Bianco.

Ainda na avaliação do secretário especial, a recuperação está sendo possível porque o país fez corretamente a “lição de casa” ao longo dos últimos quinze meses. Ele fez a comparação da atual política econômica do país com a de uma família, que economiza dinheiro por mais de um ano e depois se vê obrigada a gastar com despesas de saúde. “Um pessimista pode achar isso uma pena. Mas nós, que somos otimistas, vemos que foi ótimo ter economizado esses recursos, pois agora estamos tendo a possibilidade de atravessar a crise de maneira menos grave”, analisou.

15 milhões de acordos entre empregadores e empregados

Durante a entrevista coletiva de imprensa, o contador em tempo real do Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) ultrapassou o significativo número de 15 milhões de acordos entre empregadores e empregados, para preservação dos postos de trabalho no país.

Para Bianco, as medidas adotadas foram corretas, pois permitiram o avanço das contratações simultaneamente em que possibilitaram evitar demissões. “Estamos entrando claramente no momento de pós-pandemia. Outros países e organismos internacionais já têm observado as ações do Brasil, tentando entender as consequências positivas do BEm. Estão bebendo da nossa fonte”, informou.

Também presente à coletiva, o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, ressaltou que os 15 milhões de acordos já possibilitados pelo BEm beneficiaram cerca de 10 milhões de trabalhadores. De acordo com ele, antes do envio da Medida Provisória 936/2020, em abril, as projeções mostravam que, se nada fosse feito para preservar os empregos e a renda, o Brasil poderia chegar a 12 milhões de demissões ao longo da pandemia da covid-19.

“Com as ações que tomamos, sobretudo a formulação do BEm, ao invés de termos 12 milhões de demitidos, preservamos o emprego de cerca de 10 milhões de pessoas, o que representa um terço de todos os trabalhadores que atuam em regime de CLT no país”, comparou, acrescentando que, por todos os prismas que se observa, o BEm pode ser considerado um sucesso.

Destaques do mês

O setor da agricultura foi o grande destaque do mês de junho, com um saldo positivo de 36.836 vagas, puxado pelo cultivo de café, laranja, soja e açúcar. A construção civil também fechou o mês positivamente, em 17.270 postos.

A análise regional do mercado de trabalho formal mostra que 17 estados fecharam o mês de maneira positiva, com destaque para o Mato Grosso na produção de soja e o Pará na construção civil.

Por Ministério da Economia

 

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