Carta de Intenções de Apoio dos Bancos ao Setor de Varejo

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A FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos, representando seus associados Banco Santander (Brasil) S.A., Banco Bradesco S.A., Banco do Brasil S.A. e Itaú Unibanco S.A. (“BANCOS”), e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), considerando os efeitos da crise do Coronavírus para a economia brasileira em geral e ao setor de varejo em particular, vêm, respeitosamente, declarar a intenção de cooperarem, de empreenderem esforços, disponibilizarem expertise e limites de crédito e, para tanto, apresentam esta carta de intenções que trata de apoio financeiro ao setor de varejo.

Como é de conhecimento público, o Varejo é um setor econômico de fundamental importância no fornecimento e na distribuição de bens e serviços, assim como na geração de empregos. Embora muitas empresas venham adotando políticas comerciais que, entre outras, favorecem o comércio eletrônico, enquanto se preparam para a reabertura gradual dos estabelecimentos de comércio físico, diversas empresas desse setor encontram-se especialmente impactadas por conta das estratégias de distanciamento social adotadas em praticamente todos os estados da Federação na atual conjuntura, com previsão de regularização gradual durante os próximos meses.

Os BANCOS aqui representados gostariam de ressaltar o seu compromisso histórico com o apoio e o financiamento do varejo brasileiro e, nesse contexto, informam que contam, cada qual com suas condições, com um portfólio de produtos voltados para o financiamento de clientes e seus fornecedores integrantes da cadeia de produção e comercialização do setor, como Capital de Giro, Antecipação a Fornecedores / Risco Sacado, CDCI, Desconto de Recebíveis de Cartão de Crédito e operações de repasses BNDES.

Além disso, alguns dos BANCOS também participam, cada qual conforme as suas respectivas estratégias, através de convênios ou joint ventures no financiamento direto ao consumidor e na emissão de cartões co-branded com as redes varejistas.

É importante registrar que esse portfólio de produtos é apresentado de forma indicativa e o acesso a eles está sujeito às avaliações de praxe de cada um dos BANCOS (como crédito, disponibilidade do produto, viabilidade operacional, realização de ‘due diligence’, ‘compliance’ etc.). São exemplos de soluções por meio das quais os participantes do Varejo poderão acessar o sistema financeiro na busca dos recursos que lhes sejam necessários nesse momento.

A FEBRABAN destaca que os BANCOS vêm mantendo e ampliando o seu apoio ao setor desde o início da crise do COVID-19 com o aporte de linhas muito expressivas para estas finalidades.

Adicionalmente, os BANCOS já disponibilizaram linhas exclusivamente dedicadas a reforço de caixa para um número significativo de empresas. Algumas destas transações foram veiculadas através de fatos relevantes ou comunicações ao mercado no caso de transações públicas e existem operações em andamento para serem desembolsadas nas próximas semanas.

Finalmente, os BANCOS entendem que, no caso de determinadas empresas de varejo listadas na B3, os BANCOS estão avaliando a possibilidade de estruturação de operações com o apoio específico do BNDES, também sujeitas  às mencionadas avaliações de praxe  de cada instituição financeira.

Dessa forma, os BANCOS, cada qual de per si, colocam-se à disposição para avaliar a sua eventual participação em transações a serem estruturadas pelos BANCOS representados nesta carta e pelo BNDES.

Estamos abertos para contribuirmos na sugestão de alternativas específicas de crédito para o setor varejista na estruturação de operações, bem como para cada banco negociar caso-a-caso garantias, prazos, taxas e hipóteses de vencimento antecipado com seus respectivos clientes.

Por Federação Brasileira de Bancos – FEBRABAN

 

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