Confiança do Comércio recua em março

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O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas caiu 11,7 pontos em março, a maior queda em toda a série iniciada em abril de 2010. O ICOM passou de 99,8 para 88,1 pontos, o menor valor desde agosto de 2017 (85,6 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice recuou 2,9 pontos.

“A queda da confiança do comércio em março é um primeiro sinal do impacto da pandemia de coronavírus no setor. A forte queda foi decorrente da revisão de expectativas por parte dos empresários, que se mostram preocupados com o rumo dos negócios nos próximos meses. Por outro lado, a melhora do Índice de Situação Atual foi tímida e concentrada em alguns segmentos, como hiper e supermercados e artigos farmacêuticos. No curto prazo, a expectativa ainda é de redução do ritmo de vendas principalmente nesse período onde há necessidade de fechamento do comércio e isolamento dos consumidores“, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Em março, a confiança caiu em todos os 6 segmentos. A piora do índice foi influenciada pela forte queda do Índice de Expectativas (IE-COM), que despencou 24,3 pontos, a maior queda do índice. O IE-COM caiu em todos os segmentos, e atingiu 82,7 pontos, o menor valor desde maio de 2016 (80,9 pontos). A forte redução do mês foi influenciada tanto pela deterioração das expectativas em relação as vendas e a tendência dos negócios nos próximos meses em todos os segmentos, mas mais forte no comercio de veículos e moveis e eletrodomésticos.

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 1,3 ponto, saindo de 92,6 para 93,9 pontos. A melhora do ISA-COM ocorreu pela evolução positiva do indicador que mede o volume de demanda atual, que avançou 6,1 pontos, ao passar de 91,5 para 97,6 pontos.

Primeiro trimestre volta a apresentar queda
Apesar de apresentar resultados positivos nos últimos trimestres de 2019, a confiança caiu no primeiro trimestre de 2020. A queda foi intensificada pelo forte recuo das expectativas, mesmo antes do impacto do coronavírus no Brasil e registram a preocupação dos empresários do setor com os próximos meses. “Além das expectativas, o ISA-COM também voltou a cair depois de dois trimestres de alta, mostrando que mesmo antes do coronavírus, o setor já vinha em ritmo lento de recuperação” continua Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Acesse o press release

Por Portal IBRE FGV

 

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