A quarentena econômica causada pelo Covid-19

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O Covid-19 está afetando grandes e pequenos países, e as dificuldades envolvidas para enfrentar o surto do coronavírus envolve muito mais do que a prevenção da doença. O mundo enfrentará um grande problema econômico. A China já nos deu uma ideia da dimensão deste problema, onde com a quarentena e com muitas fábricas fechadas, a redução de oferta de produtos afetou o consumo e o resultado foi uma redução do PIB e das exportações. Desde a SARS em 2003, a participação chinesa no PIB global saltara de 4% para 16%. Pode parecer não afetar o Brasil, mas afeta, pois, todo o desequilíbrio de oferta e demanda afetam os preços, ainda mais a China sendo um importante exportador de componentes eletrônicos, e outros produtos para o mundo inteiro.

Agora vindo para o Brasil, o Covid-19 também já causa mudanças na vida da população, começando pela queda na bolsa de valores, que desde o Joesley Day e da greve dos caminhoneiros, não se via efeitos tão negativos. Com isso SP teve de acionar o mecanismo de circuit breaker, para paralisar temporariamente o pregão e tentar frear o ritmo de queda na bolsa. No dia 12 a bolsa havia registrado a sua maior queda desde 1998, recuando 14,76%.

A equipe do Ministro da Economia, Paulo Guedes, começou a divulgar as primeiras medidas na sexta-feira dia 13 e segunda-feira dia 16, anunciando um pacote de R$ 147,3 bilhões injetados em 3 meses na economia. Paulo Guedes anunciou algumas medidas como a antecipação do abono salarial, 13º salário do INSS e ampliação de benefícios do Bolsa Família. Mas este valor logo foi elevado para 169,6 bi.

Segundo o ministro o Presidente Jair Bolsonaro pediu medidas para a saúde e manutenção do emprego, e o que se percebe é que o foco das ações, serão na proteção de idosos, pessoas mais vulneráveis, e benefícios para empresas.

A gestão desse momento de crise permitirá também que os valores não sacados do PIS/Pasep sejam transferidos para o FGTS, permitindo novos saques. Guedes no ano passado autorizou o saque imediato de até um salário mínimo para estimular a economia.

Na área tributária, Paulo Guedes, afirmou o zeramento dos tributos de importação de produtos médicos para auxiliar no combate ao coronavírus.

Um ponto importante a ser destacado é a prorrogação do pagamento do Simples Nacional, que agora tem as seguintes datas de vencimento:

Competência Vencimento Original Vencimento prorrogado
Março 20 de abril 20 de outubro
Abril 20 de maio 20 de novembro
Maio 22 de junho 21 de dezembro

 

O Comitê Gestor do Simples Nacional, aprovou a prorrogação do pagamento do DAS, e não a dispensa do pagamento. Então o empresário deverá reservar um caixa para a quitação destes débitos, mesmo que em prazo futuro.

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou que o banco atuará em 3 setores com R$ 75 bilhões para auxiliar no combate a crise. Segundo publicado na UOL economia, desse total R$ 30 bilhões podem ser usados para comprar carteiras de consignado, automóveis e bancos médios.

Guimarães também anunciou que a Caixa oferecerá R$ 40 bilhões em linhas de capital de giro para pequenas e médias empresas.

O governo também liberou linhas de crédito para apoiar as micro e pequenas empresas, proveniente do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), onde segundo o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade (Sepec) do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, vê a necessidade desse recurso, visto que estas empresas vivem para o pagamento de salários e fornecedores e dependem de dinheiro entrando mensalmente.

 

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