Em novembro, vendas no varejo avançam 0,6%

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Em novembro de 2019, o volume de vendas do comércio varejista nacional avançou 0,6%, frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, sétima taxa positiva consecutiva, período em que o varejo acumulou ganho de 3,3%. O índice de média móvel trimestral, após acréscimo de 0,4% no trimestre encerrado em outubro, aumentou 0,5% no trimestre encerrado em novembro.

O comércio varejista avançou 2,9% em novembro de 2019 frente a igual mês do ano anterior, oitava taxa positiva seguida nessa comparação. Com isso, o varejo acumulou avanço de 1,7% de janeiro a novembro de 2019, comparado a igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de um avanço de 1,8% em outubro para 1,6% em novembro, sinalizou perda de ritmo nas vendas.

O volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, registrou queda de 0,5% em relação a outubro de 2019, interrompendo sequência de oito meses de crescimento contínuo, período em que o varejo ampliado acumulou ganho de 5,1%.

A média móvel do trimestre encerrado em novembro (0,4%) sinalizou redução no ritmo das vendas, quando comparada à média móvel no trimestre encerrado em outubro (0,7%).

O comércio varejista ampliado cresceu 3,8%, frente a novembro de 2018, oitava taxa positiva consecutiva. Assim, o varejo ampliado acumulou ganho de 3,8% de janeiro a novembro de 2019, contra igual período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de um aumento de 3,8% em outubro para 3,6% em novembro, também apontou recuo no ritmo de vendas. A publicação completa está à direita nesta página.

Período Varejo (%) Varejo Ampliado (%)
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Novembro / Outubro* 0,6 0,9 -0,5 -0,3
Média móvel trimestral* 0,5 0,7 0,4 0,5
Novembro 2019 / Novembro 2018 2,9 4,9 3,8 5,5
Acumulado 2019 1,7 4,7 3,8 6,3
Acumulado 12 meses 1,6 4,6 3,6 6,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série COM ajuste sazonal 

 

Quatro das oito atividades cresceram em novembro, na série com ajuste sazonal

Na série com ajuste sazonal do comércio varejista, quatro das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento de volume. Entre os setores que apresentaram aumento nas vendas frente a outubro, destacaram-se Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (4,1%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%) e Móveis e eletrodomésticos (0,5%), impulsionados, principalmente, pelas promoções da Black Friday ocorrida em novembro último. Ainda com taxa positiva, frente ao mês imediatamente anterior, encontra-se Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,8%).

Os destaques negativos ficaram com Tecidos, vestuário e calçados (-0,2%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%), ambos devolvendo uma pequena parcela do ganho acumulado nos dois últimos meses, respectivamente, 3,4% e 2,7 %. A atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,7%) também registrou recuo nas vendas frente a outubro de 2019.

O setor de maior peso no varejo, Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%), mostrou estabilidade no patamar das vendas frente a outubro.

Em novembro de 2019, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista mostrou aumento de 2,9%, com predominância de taxas positivas atingindo sete das oito atividades pesquisadas. Entre os setores que apresentam avanço nas vendas, destacaram-se: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,4%), seguido por Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (9,5%) e Móveis e eletrodomésticos (4,8%). Ainda com taxas positivas, figuram: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,4%), Combustíveis e lubrificantes (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (1,5%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (8,0%). Com queda nas vendas em relação a novembro de 2018, encontra-se apenas a atividade de Livros, jornais, revistas e papelaria (-14,7%).

Considerando o comércio varejista ampliado, o volume de vendas teve decréscimo de 0,5%, frente a outubro de 2019, na série com ajuste sazonal, interrompendo oito meses de crescimento consecutivo. Para essa mesma comparação, o setor de Veículos, motos, partes e peças registrou recuo de 1,0%, descontando parte do avanço de 2,4% no mês anterior, enquanto Material de construção apontou estabilidade, com variação de 0,1%, após aumento de 2,2% registrado em outubro de 2019.

Com avanço de 3,8% frente a novembro de 2018, o volume do comércio varejista ampliado registrou a oitava taxa positiva consecutiva. No indicador acumulado de janeiro a novembro o avanço ficou em 3,8%. Em relação ao acumulado nos últimos doze meses (3,6%) houve perda de ritmo em relação a outubro (3,8%). O resultado de novembro de 2019 refletiu, principalmente, a contribuição do desempenho de Veículos, motos, partes e peças, com avanço de 6,7%, enquanto o setor de Material de construção registrou crescimento de 4,4%.

BRASIL – INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: Novembro 2019

ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
SET OUT NOV SET OUT NOV NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,8 0,1 0,6 2,2 4,3 2,9 1,7 1,6
1 – Combustíveis e lubrificantes 1,2 1,5 -0,3 -0,5 2,9 0,7 0,8 0,7
2 – Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo 0,2 -0,1 0,0 0,2 2,7 2,4 0,7 0,8
       2.1 – Super e hipermercados 0,2 -0,4 0,1 0,5 2,7 2,0 1,0 1,1
3 – Tecidos, vest. e calçados 3,1 0,2 -0,2 -1,6 2,3 1,5 0,2 0,0
4 – Móveis e eletrodomésticos 5,8 0,0 0,5 8,2 8,1 4,8 1,9 1,1
       4.1 – Móveis 8,5 3,5 7,4 4,8 3,6
       4.2 – Eletrodomésticos 8,1 9,6 4,1 0,7 0,2
5 – Artigos farmacêuticos, med., ortop. e de perfumaria 0,8 1,3 4,1 6,7 7,1 9,5 6,8 6,8
6 – Livros, jornais, rev. e papelaria -2,5 -1,1 -4,7 -15,3 -13,3 -14,7 -23,0 -23,2
7 – Equip. e mat. para escritório, informática e comunicação -1,4 6,0 2,8 -1,0 5,7 8,0 0,7 0,3
8 – Outros arts. de uso pessoal e doméstico 1,8 0,3 1,0 8,5 8,4 1,4 5,1 4,8
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 0,9 0,8 -0,5 4,4 5,6 3,8 3,8 3,6
9 – Veículos e motos, partes e peças 1,1 2,4 -1,0 10,5 9,1 6,7 10,1 9,9
10- Material de construção 1,7 2,2 0,1 5,8 6,5 4,4 4,2 3,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com aumento de 2,4% frente a novembro de 2018, registrou o sexto mês de crescimento consecutivo nessa comparação e exerceu maior impacto positivo na formação da taxa global do varejo. O desempenho da atividade vem sendo sustentado pelo aumento da massa de rendimento real habitualmente recebida e da população ocupada. O resultado para o acumulado no ano de janeiro até novembro foi de ganho de 0,7% frente a igual período do ano anterior. A análise pelo indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar acréscimo de 0,8% em novembro, mostrou estabilidade em relação a outubro (0,9%).

A atividade de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com aumento de 9,5% nas vendas frente a novembro de 2018, exerceu a segunda maior contribuição na taxa global do varejo, registrando a trigésima primeira variação positiva consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior. O indicador acumulado de janeiro até novembro de 2019 registrou avanço de 6,8%, frente a igual período de 2018. Em termos de resultado acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 6,6% em outubro para 6,8% em novembro, o setor sinalizou ganho de ritmo nas vendas, mantendo o setor em trajetória ascendente desde outubro de 2017 (0,3%).

O segmento de Móveis e eletrodomésticos, com aumento de 4,8% no volume de vendas em novembro de 2019, em relação a igual mês de 2018, exerceu o terceiro maior impacto positivo na formação da taxa total do comércio varejista. Em relação ao acumulado de janeiro a novembro de 2019, o ganho foi de 1,9% frente a igual período de 2018. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 0,8% até outubro para 1,1% em novembro, aponta tendência de recuperação.

O segmento de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., com expansão de 1,4% no volume de vendas em relação a novembro de 2018, registrou a quinta taxa positiva consecutiva nessa comparação. O indicador acumulado de janeiro até novembro mostrou aumento de 5,1%, contra mesmo período de 2018, enquanto o indicador acumulado nos últimos 12 meses registrou aumento de 4,8%, com perda de 1,5p.p. em relação ao resultado de outubro (6,3%).

Combustíveis e lubrificantes, com acréscimo de 0,7% no volume de vendas em relação a novembro de 2018, registrou a segunda taxa positiva seguida nessa comparação. A redução no ritmo de elevação dos preços de combustíveis, é fator relevante que vem influenciando positivamente o desempenho do setor. O indicador acumulado de janeiro a novembro mostrou avanço de 0,8%, frente a igual período de 2018. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos 12 meses (0,7%), permaneceu no campo positivo pelo segundo mês consecutivo, sinalizando ganho de ritmo em relação ao mês anterior (0,4%).

O setor de Tecidos, vestuário e calçados, com variação de aumento de 1,5% em relação a novembro de 2018, registrou a segunda taxa positiva consecutiva nessa comparação. O indicador acumulado no ano, de janeiro até novembro, mostra variação próxima a estabilidade (0,2%). Com isso, o indicador acumulando nos últimos 12 meses, ao passar de acréscimo de 0,3% em outubro para estabilidade (0,0%) em novembro, mantendo a trajetória descendente iniciada em julho de 2019 (1,3%).

O segmento de Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação mostrou aumento de 8,0% em relação a novembro de 2018, sendo essa a taxa mais elevada desde fevereiro de 2019 (9,6%). No acumulado de janeiro até novembro, o setor registrou avanço de 0,7% após estabilidade no mês anterior. Com isso, o indicador acumulado nos últimos 12 meses (0,3%) reduziu o ritmo de queda nas vendas, revertendo variação negativa registrada em outubro (-0,1%).

A atividade Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou recuo de 14,7% no volume de vendas frente a novembro de 2018, vigésima oitava queda consecutiva nessa comparação. O comportamento desta atividade vem sendo influenciado pelo fechamento de lojas físicas, refletindo alterações no canal de comercialização, além de mudanças no comportamento do consumidor, do advento dos marketplaces e do modelo de negócio das grandes livrarias. Com isso, o indicador acumulado no ano registrou queda de 23,0% de janeiro até novembro de 2019, frente a igual período do ano anterior. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -24,5% para -23,2%, permanece no campo negativo, o que ocorre desde março de 2014 (-0,2%).

O setor de Veículos, motos, partes e peças, ao registrar aumento de 6,7% em relação a novembro de 2018, assinalou a oitava taxa seguida positiva e exerceu a maior contribuição ao resultado do varejo ampliado. O indicador acumulado no ano até novembro mostrou aumento de 10,1% frente a igual período de 2018. A análise pelo indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao registrar aumento de 9,9% até novembro, mostrou queda de ritmo em relação ao acumulado até outubro (10,4%).

Com aumento de 4,4% em relação a novembro de 2018, o segmento de Material de Construção registrou a terceira taxa positiva seguida. Com isso, o indicador acumulado no ano até novembro registrou aumento de 4,2% comparado ao mesmo período do ano anterior. O indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 3,5% em outubro para 3,8% em novembro, manteve trajetória ascendente, iniciada em agosto de 2019 (2,9%).

Vendas sobem em 22 das 27 Unidades da Federação na comparação com outubro

De outubro para novembro de 2019, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista cresceu 0,6%, com predomínio de resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (9,3%), Rondônia (8,5%) e Acre (6,7%).

Por outro lado, pressionando negativamente, figuram cinco das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Amapá e Rio Grande do Norte (ambos com -0,7%) e Santa Catarina e Distrito Federal (ambos com -0,6%).

No comércio varejista ampliado, entre outubro e novembro a variação do volume de vendas foi de -0,5% com predomínio de resultados positivos atingindo 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (7,7%), Pará (3,2%) e Amazonas (2,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram 13 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Espírito Santo (-2,8%), Pernambuco (-2,2%) e Paraíba (-1,9%).

Frente a novembro de 2018, a variação das vendas do comércio varejista nacional foi de 2,9%, com predomínio de resultados positivos em 22 das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Roraima (18,2%), Amapá (16,1%) e Amazonas (13,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram cinco das 27 Unidades da Federação, com destaque para: Piauí (-1,7%), Sergipe (-1,6%) e Alagoas (-1,0%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacam-se: São Paulo (3,1%), Santa Catarina (10,2%) e Minas Gerais (3,4%).

Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com novembro de 2018, o aumento de 3,8% teve predomínio de resultados positivos atingindo 23 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Amapá (25,7%), Roraima (14,2%) e Santa Catarina (12,3%). Por outro lado, pressionando negativamente, figuram quatro das 27 Unidades da Federação: Piauí (-4,3%), Sergipe (-2,8%), Maranhão (-2,2%) e Rondônia (-1,3%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se: São Paulo (4,0%), Santa Catarina (12,3%) e Minas Gerais (4,4%).

Por Agência de Notícias IBGE

 

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