Tarifas protecionistas fazem brasileiros pagarem 11,4% a mais em produtos industriais

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De 2010 a 2016 a média de tarifas no país passou de R$ 181 bilhões

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou nesta quarta-feira (27) um estudo que revela que as tarifas sobre a importação de produtos industriais chegam, em média, a 11,4%, quando comparado com a produção nacional.

Para chegar a esse resultado, o IPEA analisou a assistência tarifária destinada ao protecionismo industrial entre os anos de 2010 e 2016. A média, por ano, é de mais de R$ 181 bilhões no país. Neste intervalo, e com essa média, a sociedade brasileira pagou às indústrias algo que gira em torno dos R$ 1,27 trilhão.

O mais beneficiado, segundo o instituto, foi o setor de transformação, que atua na produção de carros, vestuários e bebidas. Somente esse setor concentrou 95% de montante, equivalente a R$ 1,20 trilhão. Os 5% restantes foram destinados para a indústria agropecuária.

A indústria extrativa, por sua vez, foi a única que recebeu um desincentivo, de R$ 10,4 bilhões nos sete anos. Esse setor é prejudicado pela proteção dada a outros setores, uma vez que paga mais caro pelos insumos e sem contar com benefício no valor final do produto.

Levando em conta esses três ramos, o estudo do IPEA destaca que 50% dos valores colhidos com esses sobrepreços beneficiaram apenas sete dos 36 setores.
Segundo o IPEA, o Relatório de Assistência Tarifária Efetiva tem como objetivo dar transparência sobre a política comercial do Brasil.

Por Raphael Costa / Agência do Rádio Mais

 

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