Bancos evitam dar desconto em dívida

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05/09 – Seteco / Portal Contábeis

A lista crescente de grandes renegociações tem sido usada pelos bancos como um tipo de notícia positiva, um sinal de que boa parte dos problemas trazidos pela combinação entre trimestres seguidos de recessão e eclosão da Operação Lava-Jato estão, no mínimo, “endereçados”. Esse tem sido um dos motivos que têm levado a um aumento do otimismo de analistas com o setor financeiro em 2017.
“Os casos que potencialmente podem dar problema estão bem mapeados pelos bancos, o que reduziu muito a incerteza que havia no início do ano”, afirma Alcir Freitas, analista da agência de risco Moody’s. A mesma visão é partilhada por dois executivos de bancos ouvidos pelo Valor.
Não que as renegociações venham todas transcorrendo tranquilamente. Apesar de alongar e conceder carência no pagamento, as instituições têm resistido a aceitar descontos no valor nominal da dívida (“haircut”). Há algumas motivações para tanto, entre elas o fato de os controles internos das instituições vedarem que elas façam negócios com empresas para as quais concederam esse tipo de desconto. Um executivo de uma instituição de médio porte relata também uma desvantagem tributária para reduzir o valor nominal do crédito quando a dívida ainda não foi baixada para prejuízo.

 

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