Queda na atividade econômica reduz arrecadação do governo

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01/02 – Elizete Schazmann / Contabilidade na TV

 

A recessão e a queda na atividade econômica resultaram num impacto negativo na arrecadação do Governo Federal no ano passado. Os resultados da arrecadação de dezembro de 2015 foram os piores dos últimos anos. De acordo com a Receita Federal do Brasil (RFB) a arrecadação das receitas federais atingiu o valor de R$ 121.502 milhões no mês de dezembro de 2015 e de R$ 1.221.546 milhões no período de janeiro a dezembro de 2015.
O desempenho da arrecadação das receitas administradas pela RFB no período de janeiro a dezembro de 2015, em relação a igual período de 2014 encerrou o período com uma variação real acumulada, com atualização pelo IPCA, de -4,66%. Segundo Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, esclareceu que todos os indicadores macroeconômicos afetam o desempenho da arrecadação nas esferas federal e estadual.(Veja a entrevista coletiva publicada pela TV Receita).

Perspectivas
Se o enfraquecimento da atividade econômica foi o responsável pela queda na arrecadação dos governos em 2015, não existem razões para se vislumbrar uma mudança em 2016. Segundo indicadores da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ano de 2015 terminou para a indústria com queda significativa da produção e do emprego, ociosidade recorde, condições financeiras debilitadas e grande preocupação com a carga tributária, a falta de demanda e a elevação dos custos de energia.
Os indicadores aponta, ainda que a atividade industrial se reduziu em dezembro, movimento que ocorreu todo ano, refletindo o período de fim de encomendas para o fim do ano. Contudo, a queda da produção de dezembro de 2015 foi mais intensa que a observada em anos anteriores. Como resultado, a utilização média da capacidade instalada (UCI) recuou para 62% no mês, o menor percentual registrado na série mensal do indicador. O recorde negativo anterior havia sido 65%, registrado em junho de 2015. A UCI média de 2015 ficou em 66%, ante 71% em 2014. De positivo, a forte contração da atividade industrial permitiu que a indústria ajustasse seus estoques ao nível planejado em dezembro de 2015, o que não acontecia desde janeiro.
Para os próximos seis meses, a sondagem industrial CNI mostra que as perspectivas são pessimistas e a intenção de investir é baixa. Empresários esperam queda da demanda, do número de empregados e das compras de matérias-primas. Já as empresas exportadoras apostam no mercado externo e o índice de expectativa de evolução da quantidade exportada mostra otimismo. (Acesse o documento completo: http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2016/01/22/12/SondagemIndustrial_Dezembro2015.pdf )

 

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