Em 2017, PIB cresce 1,3% e chega a R$ 6,583 trilhões

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O Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 6,583 trilhões em 2017, com alta de 1,3% em relação a 2016. O PIB per capita chegou a R$ 31 833,50, com alta de 0,5% em relação ao ano anterior.

A Agropecuária cresceu 14,2%, a Indústria caiu 0,5% e os Serviços cresceram 0,8%.

O consumo das famílias cresceu 2,1%, após dois anos consecutivos de queda. Já a despesa de consumo final do governo caiu 0,7%.

Em 2017, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 2,6% e a taxa de investimento (14,6%) chegou ao seu menor nível desde 1995.

Essas e outras informações integram o Sistema de Contas Nacionais 2010-2017, que agrega novos dados, mais amplos e detalhados, do próprio IBGE e fontes externas, além de atualizações metodológicas, que revisam os resultados divulgados pelas Contas Nacionais Trimestrais. A publicação completa pode ser acessada à direita.

Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer (1,3%), após a queda acumulada de 6,7% no biênio 2015-2016. Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 6,583 trilhões, o que corresponde a um PIB per capita de R$ 31 833,50. O crescimento do PIB per capita foi de 0,5% levando seu patamar a ficar próximo, em termos reais, ao observado em 2010. O crescimento do PIB em 2017 foi resultado de um aumento de 1,3% do Valor Adicionado Bruto – VAB e de 1,8% dos Impostos sobre produtos, líquidos de subsídios.

A Agropecuária, com crescimento de 14,2% no ano, respondeu por 0,8 ponto percentual dos 1,3% de crescimento do VAB. O setor de Serviços contribuiu com 0,6 ponto percentual, enquanto a Industria teve contribuição negativa de – 0,1 ponto percentual.

Os principais produtos responsáveis pelo aumento da produção da atividade Agropecuária foram o milho e a soja, com crescimento em volume de 57,0% e 19,6%, respectivamente. As exportações de produtos agrícolas e de seus derivados foram as principais responsáveis pelo aumento da produção, tendo crescido 37,6% no caso do milho, 32,1% no caso da soja e 23,4% para o conjunto dos produtos agropecuários.

A Indústria teve sua quarta queda anual consecutiva (-0,5%). No entanto, dos grupos de atividades que compõem a Indústria, as Indústrias extrativas, Indústrias de transformação e Eletricidade e gás apresentaram crescimento em 2017, sendo a queda do conjunto da Indústria explicada unicamente pelo recuo de 9,2% no VAB da atividade Construção.

A Indústria de Transformação cresceu 2,3% no ano, interrompendo uma série de três anos consecutivos de queda. As atividades que mais contribuíram para esse crescimento da Indústria de transformação foram a Fabricação de equipamentos de informática e a Fabricação de automóveis que registraram elevação em volume de 23,3% e 18,5%, respectivamente. Apesar do crescimento observado no ano de 2017, em termos de volume do Valor Adicionado Bruto, a Indústria de transformação ainda se encontrava num nível 15,0% abaixo do seu patamar máximo, observado no ano de 2013.

Em 2017, os únicos grupos de atividades da economia em que o valor adicionado bruto recuou foram Construção (-9,2%) e Atividade financeira e seguros com desempenhos (-1,1%). A atividade Construção mantém desde 2014 uma série de resultados negativos, que resultaram em uma queda acumulada de 27,3% no volume do Valor Adicionado Bruto da atividade, além da perda de aproximadamente um terço de sua participação no PIB (6,4% em 2013, contra 4,3% em 2017). Pelo lado dos usos, o principal responsável por essa redução da produção da atividade foi a queda dos investimentos, observada em todos os segmentos da Construção. Em 2017 os investimentos em Edificações caíram 8,3%, em Obras de infraestrutura se reduziram 11,8% e em Serviços especializados da construção recuaram 7,2%.

As atividades de Serviços, por sua vez, cresceram 0,8%. Dentro desse grupo de atividades, a maior contribuição para o crescimento do VAB veio da atividade Comércio que, após dois anos seguidos de quedas, registrou crescimento de 2,3% e contribuiu com 0,3 ponto percentual para o crescimento de 1,3% do Valor Adicionado Bruto da economia. O aumento do consumo das famílias de produtos como telefones celulares (+13,0%), aparelhos de TV, rádio e som (+17,7%), eletrodomésticos (+10,6%) e computadores e periféricos (+15,8%) em relação aos níveis deprimidos de 2016 tiveram contribuição relevante no desempenho do Comércio.

Consumo das famílias cresceu 2,1%

Em 2017 as despesas de consumo final tiveram um crescimento em volume de 1,3%. O consumo das famílias, que possui o maior peso na demanda final, representando 63,1% do PIB, cresceu 2,1%, depois de 2 anos consecutivos de queda (-3,8% e -3,2%, respectivamente). O patamar reduzido de consumo resultou também em uma variação de apenas 3,3% no preço dos bens e serviços consumidos pelas famílias em 2017, a menor variação observada desde o ano 2000. Já a despesa de consumo final do governo, que engloba as despesas com bens e serviços oferecidos pelo governo à coletividade, caiu 0,7% em 2017.

Ao contrário do que ocorreu em 2016, a maior parte dos grupos de produtos que compõem as despesas do consumo final das famílias tiveram variações positivas em 2017. Dentre os grupos de produtos que tiveram maior contribuição para o aumento no consumo das famílias destacam-se os artigos de residência (+7,3%), a comunicação (+3,9%) e alimentação e bebidas (+3,3%).

Formação Bruta de Capital Fixo recuou 2,6% e soma R$ 959 bilhões

A formação bruta de capital fixo – FBCF da economia brasileira somou R$ 959 bilhões em 2017. Sua variação em volume foi de -2,6%, com uma queda menor do que a de 2016 (-12,1%). Ainda assim, a taxa de investimento (FBCF/PIB) observada em 2017 (14,6%), é a menor da série iniciada em 1995.

A Construção foi o único dos componentes da FBCF com retração de volume em 2017 (-8,7%). Ao contrário de 2016, todos os demais componentes tiveram variação positiva: Máquinas e equipamentos (5,2%), Produtos de propriedade intelectual (3,4%) e Outros ativos fixos (0,7%).

Em 2017 a contribuição do saldo externo para o PIB foi negativa em (-0,2 ponto percentual). As exportações de bens e serviços cresceram 4,9% em volume, menos que as importações que, após três anos de queda, registraram crescimento de 6,7%.

Necessidade de financiamento da economia nacional recuou 31,1%

A necessidade líquida de financiamento da economia brasileira em 2017 foi de R$ 67,4 bilhões, registrando uma queda nominal de 31,1% em relação ao ano anterior (R$ 97,8 bilhões). Essa melhora foi influenciada basicamente pelo desempenho do comércio exterior e pelo recuo das rendas líquidas de propriedades enviadas ao resto do mundo. O saldo externo de bens e serviços foi de R$ 47,3 bilhões, com incremento nominal foi de 88,8% (R$ 22,2 bilhões). Já o envio líquido de rendas de propriedade recuou R$ 134,0 bilhões em 2017, contribuindo com R$ 10,0 bilhões na redução da necessidade de financiamento do país.

O setor empresas não financeiras apresentou uma capacidade de financiamento em 2017 (R$ 5,0 bilhões). Em ambientes macroeconômicos desfavoráveis é normal que empresas não financeiras promovam fortes ajustes, principalmente no consumo intermediário e investimentos, reduzindo sua necessidade de financiamento. No entanto, mesmo em cenários adversos, é raro não ocorrer necessidade de financiamento no setor. No triênio 2015-2017 a capacidade acumulada das empresas não financeiras foi de R$ 52,5 bilhões.

A produção dos serviços de intermediação financeira indiretamente medidos (SIFIM) – serviços ligados a concessão de crédito – das empresas financeiras teve queda nominal de 4,3% em relação a 2016. Por outro lado, houve um aumento de 4,4% na produção de serviços financeiros diretamente medidos – serviços associados ao pagamento de tarifas etc, compensando em parte o menor volume de crédito. A conjugação desses dois fatores contribuiu para o crescimento moderado do VAB do setor institucional empresas financeiras.

A produção do setor governo, avaliada pelos seus custos de produção, atingiu R$ 1,3 trilhão em 2017. O consumo intermediário apresentou queda de 2,0% nominal em relação ao ano anterior, chegando a R$ 341,0 bilhões, enquanto o Valor Adicionado Bruto foi de R$ 1.001,0 bilhões, o que representou 5,9% de crescimento nominal em relação a 2016. Com esta elevação, a participação do setor no valor adicionado bruto total da economia alcançou 17,7%, acima dos 17,4% em 2016.

Em relação aos usos, mantendo a tendência de queda dos últimos dois anos, a formação bruta de capital fixo do governo geral passou de R$ 121,2 bilhões em 2016 para R$ 109,2 bilhões em 2017, registrando um decréscimo, em termos nominais, de cerca de 9,9%. Este movimento foi influenciado especialmente pela queda dos investimentos na esfera municipal. A despesa de consumo final do governo cresceu 3,9% em termos nominais.

A necessidade de financiamento do setor público (NFSP) cresceu de R$ 448,4 bilhões em 2016 para R$ 465,2 bilhões em 2017, influenciada, entre outros fatores, pelo crescimento nominal de 13,4% no pagamento dos benefícios sociais, contra 5,1% no recebimento das contribuições sociais efetivas, com destaque aos outros benefícios de seguro social (+21,4%).

Esta categoria foi impactada pela liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, decorrentes da Lei n. 13.446 de 25.05.2017. Já os benefícios de assistência social (benefícios de prestação continuada, Bolsa Família etc.) cresceram 5,4% no ano.

Poupança das famílias apresentou aumento nominal de 6,4 %

A participação da remuneração na renda disponível das famílias apresentou trajetória de crescimento até 2011, quando atingiu o patamar máximo na série de 65,3% do total. Todos os anos seguintes registraram queda nessa relação, que era de 62,1% em 2017.

A renda consumida, ou seja, a parcela do consumo final das famílias na renda disponível, vem caindo desde 2015 (90,3%). Em 2017, a participação do consumo final caiu para 88,3%.

Entre 2014 e 2016, houve um aumento da participação da poupança na renda disponível (10,1% para 12,1%), sendo que em 2017, a participação caiu para 12,0%.

Em 2017, os benefícios sociais recebidos pelas famílias cresceram 13,4%, influenciados pela liberação de saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), enquanto as contribuições sociais pagas pelo setor cresceram apenas 2,6%. Isso contribuiu para um aumento nominal de 5,5% na despesa de consumo final, e de 21,0% na capacidade de financiamento do setor, que passou de R$ 168,7 bilhões em 2016 para R$ 204,2 bilhões em 2017.

Por Agência de Notícias IBGE

 

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