Em julho, indústria recua em oito dos 15 locais pesquisados

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Em julho de 2019, na série com ajuste sazonal, oito dos 15 locais pesquisados mostraram taxas negativas, acompanhando o recuo (-0,3%) da indústria nacional. Os recuos mais acentuados foram no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%). Por outro lado, as maiores altas foram no Rio de Janeiro (6,8%) e em Mato Grosso (5,5%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional. Veja a publicação completa e mais informações no material de apoio.

Em julho, oito dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas, acompanhando o recuo (-0,3%) da indústria nacional, na série com ajuste sazonal. Os recuos mais acentuados foram no Amazonas (-6,2%) e em Pernambuco (-3,9%), com o primeiro local interrompendo dois meses consecutivos de alta, período em que acumulou crescimento de 2,6%; e o último marcando o terceiro resultado negativo seguido e acumulando perda de 8,6%. A região Nordeste (-2,6%), Rio Grande do Sul (-2,4%), Ceará (-1,5%), São Paulo (-1,4%) e Bahia (-1,3%) também recuaram abaixo da média nacional (-0,3%), enquanto Santa Catarina (-0,3%) completou o conjunto de locais com índices negativos em julho.

Por outro lado, Rio de Janeiro (6,8%) e Mato Grosso (5,5%) apontaram os avanços mais elevados nesse mês, com o primeiro local eliminando a redução de 5,8% verificada no mês anterior; e o segundo recuperando a perda de 3,8% acumulada nos meses de maio e junho últimos. As demais taxas positivas foram assinaladas por Paraná (2,0%), Goiás (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Pará (0,5%) e Minas Gerais (0,3%).

Ainda na série com ajuste sazonal, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,4% no trimestre encerrado em julho de 2019, frente ao nível do mês anterior, e manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em agosto de 2018. Em termos regionais, ainda em relação a este índice, nove dos quinze locais pesquisados apontaram taxas negativas. Os recuos mais acentuados foram em Pernambuco (-2,9%), Região Nordeste (-1,5%), Bahia (-1,3%), São Paulo (-1,2%), Amazonas (-1,2%), Santa Catarina (-1,1%) e Ceará (-1,1%). Já os maiores avanços foram no Pará (16,4%) e Rio de Janeiro (2,8%).

Em relação a julho de 2018, o setor industrial caiu 2,5% e sete dos quinze locais pesquisados acompanharam essa queda. Vale citar que julho de 2019 (23 dias) teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior (22). Nesse mês, Espírito Santo (-14,2%) e Pernambuco (-10,2%) assinalaram recuos de dois dígitos e os mais intensos, pressionados, principalmente, pelas quedas observadas nos setores de indústrias extrativas e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; e de outros produtos químicos, outros equipamentos de transporte e produtos alimentícios, no segundo. Região Nordeste (-7,9%), Minas Gerais (-6,5%), Bahia (-5,6%), Mato Grosso (-3,2%) e São Paulo (-2,7%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês.

Por outro lado, as maiores altas foram no Paraná (4,8%) e no Rio de Janeiro (4,8%), impulsionados, em grande parte, pelo comportamento positivo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques e caminhões) e máquinas e equipamentos (máquinas para colheita e tratores agrícolas), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo e gás natural), no segundo. Pará (3,4%), Goiás (2,1%), Ceará (1,9%), Rio Grande do Sul (1,8%), Santa Catarina (1,4%) e Amazonas (0,3%) também mostraram taxas positivas nesse mês.

Considerando-se o período maio-julho de 2019, o setor industrial recuou 0,5%, uma queda menos intensa que a do o primeiro quadrimestre de 2019 (-2,6%), ambas as comparações com igual período do ano anterior. Nesse mesmo tipo de confronto, onze dos quinze locais pesquisados também assinalaram ganho de ritmo, com destaque para Pará (de -7,8% para 1,9%), Amazonas (de -3,0% para 3,0%), Rio de Janeiro (de -2,9% para 1,6%), Goiás (de 0,1% para 4,2%) e São Paulo (de -2,6% para 0,7%). Por outro lado, os recuos mais acentuados entre os dois períodos foram no Espírito Santo (de -10,2% para -14,8%) e em Minas Gerais (de -3,6% para -6,0%).

No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, a redução observada na produção nacional alcançou dez dos quinze locais pesquisados acompanharam a queda da indústria, com destaque para Espírito Santo (-12,2%) e Minas Gerais (-4,7%), pressionados, principalmente, pelos recuos assinalados por indústrias extrativas e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no primeiro local; e indústrias extrativas, no segundo. Mato Grosso (-4,2%), Região Nordeste (-3,4%), Pará (-3,1%) e Bahia (-2,1%) também registraram taxas negativas abaixo da média da indústria (-1,7%), enquanto Pernambuco (-1,6%), São Paulo (-1,0%), Rio de Janeiro (-1,0%) e Amazonas (-0,6%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção no acumulado do ano.

Por outro lado, Paraná (7,2%) e Rio Grande do Sul (6,9%) apontaram os avanços mais elevados no índice do acumulado no ano, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo vindo das atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias, produtos alimentícios e máquinas e equipamentos, no primeiro local; e de veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos de metal, no segundo. Santa Catarina (4,2%), Ceará (2,9%) e Goiás (2,2%) também mostraram taxas positivas no acumulado do ano.

O acumulado dos últimos doze meses recuou 1,3% em julho de 2019, mostrando perda de ritmo frente ao mês anterior (-0,8%) e mantendo a trajetória predominantemente descendente iniciada em julho de 2018 (3,2%). Nove dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em julho de 2019, mas treze apontaram menor dinamismo frente aos índices de junho último. Pernambuco (de 2,5% para 0,8%), Espírito Santo (de -4,4% para -5,9%), Rio Grande do Sul (de 9,3% para 8,4%), Região Nordeste (de -0,9% para -1,8%), Pará (de 3,7% para 2,8%), Mato Grosso (de -1,9% para -2,6%), Bahia (de -0,1% para -0,6%), Santa Catarina (de 4,6% para 4,0%) e São Paulo (de -1,7% para -2,2%) assinalaram as principais perdas entre junho e julho de 2019, enquanto Goiás (de -2,3% para -1,7%) e Ceará (de 1,9% para 2,0%) registraram os ganhos entre os dois períodos.

Por Agência de Notícias IBGE

 

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