Estudo mostra como as garantias afetam o custo do crédito

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​​Garantias e diferenças nas taxas de juros de crédito, um dos boxes do Relatório de Economia Bancária (REB) de 2018, a ser lançado na terça-feira (28), analisa a relação entre garantias e taxas de juros das operações de crédito a pessoas físicas. O trabalho revela que as transações com algum tipo de proteção possuem taxas de juros significativamente menores do que aquelas que não contam com garantias. Por exemplo, para o crédito pessoal não consignado sem garantia, a taxa de juros anual é de 92,3 pontos percentuais superior àquela cobrada na mesma operação com garantia.

De acordo com o boxe, também a qualidade da garantia – liquidez, facilidade de precificação e segurança jurídica na execução, entre outros – possui relação direta com o valor que as instituições financeiras conseguem recuperar em casos de não pagamento. Ou seja, a robustez desse tipo de mecanismo afeta os riscos das operações com um todo, o que impacta, em última análise, a taxa de juros cobrada do tomador do crédito.

Os dados mostram ainda que as taxas de juros são sensivelmente maiores para as modalidades rotativas e para o crédito pessoal não consignado sem garantia quando esses dois tipos de empréstimos a pessoas físicas são comparados com operações imobiliárias e de financiamento de veículos, por exemplo (veja o infográfico).

Outra conclusão é que há diferenças até mesmo nas taxas de juros cobradas do mesmo tomador quando são analisadas diferentes opções de empréstimo. Os juros do financiamento de veículos, por exemplo, são inferiores às taxas de juros do crédito pessoal não consignado, mesmo que ambos tenham alguma garantia e sejam concedidos às mesmas pessoas. Já as taxas de juros de modalidades rotativas são sempre superiores às taxas do crédito pessoal não consignado, mesmo partilhando da mesma característica (ausência de garantia).

Outros aspectos relacionados às operações de crédito – prazo, valor das operações, grau de concorrência – também podem influenciar as taxas de juros cobradas dos tomadores.

As evidências encontradas no boxe reforçam a necessidade de melhorar o processo de recuperação de garantias no Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Por Banco Central do Brasil

 

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