Estudo do BC analisa reestruturação de dívidas sob a ótica do tomador de crédito

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Identificar o perfil dos tomadores de crédito quanto à faixa de renda, montante da operação e modalidade do crédito reestruturado, além de identificar se tais tomadores estão adimplentes após doze meses da reestruturação da dívida ou se voltaram a ter dificuldade de pagamento. Esse é o objetivo do estudo divulgado hoje pelo Banco Central. O tema é um dos boxes que compõem o Relatório de Economia Bancária (REB), que será divulgado na próxima terça-feira (28), em São Paulo.

Baseado em informações do Sistema de Informações de Crédito (SCR), o boxe apresenta estatísticas descritivas da reestruturação de dívidas – negociação em situações mais severas, nas quais o tomador enfrenta dificuldades financeiras e, geralmente, possui parcelas em atraso – sob a ótica do tomador de crédito (pessoa física), para o período de dezembro de 2016 a dezembro de 2018.

Cerca de 70% dos clientes que necessitam recorrer à reestruturação de dívidas têm renda inferior a três salários mínimos. Assim, olhar para os aspectos envolvidos pode auxiliar na implementação de políticas de promoção da oferta e do uso responsável do crédito, valorizando a cidadania financeira no país.

De acordo com os dados observados, foram contabilizados cerca de 252 mil clientes com reestruturações a cada mês, 0,3% do total de tomadores de crédito, em dezembro 2018. Em termos de faixa de valor, 65% dos tomadores reestruturaram dívidas de até R$3.000, que corresponderam a apenas 8% do saldo reestruturado total, enquanto 5% do total de devedores reestruturaram dívidas acima de R$50 mil, correspondentes a 63% do saldo da carteira reestruturada em dezembro de 2018.

O boxe observa ainda estatísticas referentes a Carteira Reestruturada por Faixa de Renda, por Modalidade, além da efetividade dessas reestruturações. Após doze meses, a reestruturação é positiva para cerca de metade dos tomadores, considerados aqui os tomadores que tiveram suas dívidas reestruturadas e conseguiram se manter adimplentes ou com atrasos inferiores a 90 dias (representando 67% da carteira).

Ao investigar a reestruturação de dívidas é possível extrair informações valiosas para análises da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional (SFN) como, por exemplo, indicações sobre a efetividade dessa prática como uma forma de melhorar a capacidade de recuperação da saúde financeira do tomador.

Acesse o boxe completo aqui.

Por Banco Central do Brasil

 

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