Estados mais ricos têm idade média de aposentadoria menor

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É o que mostra estudo apresentado em reunião do Conselho Nacional de Previdência, nesta quinta-feira (30)

Estudo da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia mostra que os estados mais ricos do país, onde a maioria dos segurados se aposenta por tempo de contribuição, têm idade média mais baixa de aposentadoria. Os dados foram apresentados pelo subsecretário do Regime Geral de Previdência Social, Rogério Nagamine, durante reunião do Conselho Nacional de Previdência (CNP), nesta quinta-feira (30), em Brasília.

De acordo com Nagamine, estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam idade média de aposentadoria mais baixa que estados das Regiões Norte e Nordeste. Isso ocorre porque, nesses estados, a proporção de aposentados por tempo de contribuição é maior que a de aposentados por idade. “Na aposentadoria por tempo de contribuição, em que o valor do benefício é maior, a idade média de aposentadoria é de 54 anos. Na aposentadoria por idade, em que o valor é bem menor, a idade média passa para 63 anos”, afirmou Nagamine.

O estudo aponta também que os segurados que se aposentam mais cedo passam até 30% da vida recebendo o benefício. “Mais de 20% das mulheres se aposentam por tempo de contribuição antes dos 50 anos, em plena capacidade laboral, continuam trabalhando, acumulando salário e aposentadoria”, disse o subsecretário.

Além disso, o aumento da expectativa de vida da população afeta diretamente o tempo de duração dos benefícios. Ao comparar os anos de 1999 e 2018, considerando os benefícios cessados em decorrência de óbito, o estudo constatou aumento médio de oito anos na duração das aposentadorias urbanas por tempo de contribuição. Em 1999, os segurados recebiam o benefício, em média, durante 13 anos; em 2018, esse período passou para 21 anos.

“A Previdência tem por objetivo garantir uma renda para quem perde a capacidade laboral, mas está havendo distorções na interpretação desse conceito” acrescentou Nagamine.

Por Talita Lorena Nunes de Souza / Secretaria de Previdência

 

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