Diante do avanço da tecnologia, Comissão discute impactos na profissão

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Há limites na capacidade humana para fazer serviços de contabilidade, de auditoria, de perícia? O contador pode ser o responsável técnico por 500 clientes ou há um limite pra isso? As implicações que envolvem essas questões, entre outras, estão sendo debatidas pelos membros da Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia, instituída pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). No dia 13 de maio, na sede do CFC, houve a segunda reunião do grupo.

“O objetivo da Comissão é bastante amplo, passando pelo estudo do impacto das tecnologias na profissão, a discussão e análise de atividades de formação acadêmica e outras, além da revisão das normas”, explica o coordenador da Comissão e vice-presidente Técnico do CFC, Idésio Coelho.

Diante da atual realidade do mercado contábil, Coelho defende os propósitos que levaram à instituição da Comissão pelo CFC. “Temos o encargo de verificar se as normas do CFC estão apropriadas para garantir a prestação de serviços adequada no atual momento, mas temos foco também nas questões relacionadas à atividade-fim dos Conselhos de Contabilidade, buscando, de forma geral, preservar a qualidade do trabalho do profissional a serviço do interesse público”, disse Coelho.

Na última reunião, os membros do grupo trataram da questão dos limites da responsabilidade técnica, no tocante à quantidade de clientes, quantidade de horas e complexidade do trabalho. O vice-presidente informou que está sendo feito, inclusive, um estudo sobre alguns Conselhos para entender a regulação, a motivação e o porquê dos limitadores utilizados.

“Buscamos entender várias implicações em regulação, em determinadas profissões, para nos aprofundarmos no nosso mercado, considerando questões relacionadas à educação, à tecnologia e às tendências, para que a profissão continue sendo relevante nesse mundo disruptivo”, destaca o coordenador.

A Comissão Permanente de Ciência e Tecnologia irá elaborar, a partir das próximos meses, recomendações ao Conselho Diretor e ao Plenário do CFC. “Qualquer recomendação que venhamos a fazer, como resultado do trabalho da Comissão, terá embasamento e será norteada por pesquisa fundamentada”, argumenta Coelho.

No início de agosto, haverá nova reunião da Comissão, que conta também com os seguintes membros: vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina do CFC, Sandra Maria Batista; vice-presidente de Desenvolvimento Profissional, Lucélia Lecheta; presidente do Conselho Regional de Contabilidade de Rondônia (CRCRO), Joelso Tavares de Andrade; presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Amazonas (CRCAM), Manoel Carlos de Oliveira Júnior; presidente do CRCSP, Marcia Ruiz Alcazar; e diretora executiva do CFC, Elys Tevania Carvalho.

Por Maristela Girotto – Comunicação CFC

 

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