Imaginação e estratégia colocarão humanos a frente das máquinas

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Echos traça um panorama do futuro das profissões e trabalha com design thinking para estimular habilidades

O processo de evolução das profissões tem como pano de fundo a tecnologia, que trará novos ofícios e mudará os já existentes. Olhar estratégico, imaginação, inteligência emocional, capacidade de experimentação, autoconhecimento, relacionamentos interpessoais e valores pessoais são fatores que diferenciarão humanos das máquinas. E o futuro do trabalho contará com o grande diferencial: a humanidade. Quanto mais a tecnologia se desenvolver, mais haverá contato com aquilo que torna os profissionais especiais.

De acordo com Mário Rosa, sócio da Echos, laboratório especializado em Design Thinking, a tecnologia vai substituir o modo de trabalho, mas não as pessoas que o fazem. “A missão será desenvolver o campo pessoal da aprendizagem, a experimentação das ideias, capacidade de adaptação, de criação sensível e empática”, explica.

Confira alguns fatores que a Echos traçou e que podem transformar os profissionais em 2019:

– Pensamento crítico: capacidade de analisar um problema de forma distante e racional. Isso só é possível quando se deixa de lado as crenças e o seu modo de pensar. É muito útil para distinguir a informação que é confiável e fundamental em um mundo onde a informação é tão abundante.

– Inteligência emocional: uma das habilidades mais requisitadas do futuro. Diante de um mundo onde tudo muda cada vez mais rápido, crises econômicas e de valores que assolam a sociedade, um profissional capaz de manter-se emocionalmente forte, constante e focado é, sem dúvidas, o que as empresas mais desejam.

– Aprender a aprender: base da educação no século XXI, aprender de maneira autônoma, saber não só o que, mas também como estudar. Para isso, é preciso ter disciplina, foco e precisão.

– Multidisciplinaridade: ter uma especialidade é importante, mas além disso, é mais significativo ainda também ser um profissional multidisciplinar, que sejam capazes de atender a? demanda da empresa de maneira criativa, envolvendo diversas visões disciplinares.

– Comunicação: muitas das habilidades levantadas estão ligadas à interpessoalidade, ou seja, inteligência social para estabelecer relações de colaboração. Por isso, a capacidade de comunicar-se bem, tanto oralmente quanto na escrita é essencial.

– Empatia: é compreender, colocar-se no lugar e viver na pele do outro. A? primeira vista pode parecer fácil, mas considerando que temos o comportamento natural de julgar tudo a nossa volta, esse julgamento pode nos levar a criar estereótipos e preconceito, nos impedindo de criar relações de qualidade e tornando o exercício da empatia um desafio dos mais árduos.

– Criatividade: pessoas criativas conseguem visualizar formas de pensar e agir que sejam mais ricas em detalhes, visionárias e interessantes. Quando aplicada ao ambiente de trabalho, é uma verdadeira força que pode ser usada para gerar inovação e resolver problemas.

Ainda de acordo com Mario Rosa, as pessoas costumam ter muito medo das inteligências artificiais e dos robôs quando falamos de futuro, mas ele afirma: “os robôs foram criados para realizar os trabalhos mais mecânicos e repetitivos. Isso será uma grande oportunidade para trabalharmos com coisas que realmente nos desafiem e exijam nossa humanidade e criatividade”, finaliza.

*Fundada em 2010 por Juliana Proserpio e Ricardo Ruffo, a Echos é um laboratório de inovação que utiliza o Design Thinking para ajudar as organizações a se tornarem mais inovadoras na resolução de problemas complexos e desafios contemporâneos

Por NR-7 Comunicação

 

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