Quase 80% dos brasileiros não se candidata a uma vaga que gostaria, revela estudo do LinkedIn

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De acordo com levantamento, medo de novo emprego ser pior que o atual e apreensão de aceitar um novo cargo são os motivos mais recorrentes para a não candidatura

Cerca de 4/5 dos brasileiros não se candidata a uma vaga que gostaria ou que tem interesse. Segundo estudo* feito pelo LinkedIn, 79% dos profissionais do país não se aplicou a uma oportunidade de emprego. A razão mais comum para tanto é por medo de que o novo emprego seja pior que o atual (18%).

Ainda de acordo com o levantamento, o segundo motivo para a não candidatura seria a apreensão por aceitar um novo cargo (16%), seguido por não querer desapontar o atual empregador (15%), medo de rejeição e não ser bem-sucedido (14%), não ter uma experiência o suficiente (13%), medo da perspectiva de mudança (12%) e não poder alterar sua rotina para participar de processos seletivos (10%).

Ao olhar com mais profundidade, a pesquisa ainda revelou que um terço (33%) dos respondentes evitou candidatar-se a um novo emprego devido a uma falta de confiança, sendo esta mais proeminente entre aqueles com faixa etária entre os 18 e os 34 anos (42%). Dentre os que que deixaram de se candidatar por falta de confiança, os entrevistados mencionam apreensão por se afastarem de sua zona de conforto (38%), e acham que não têm experiência suficiente, e acham que há melhores candidatos como as principais razões para isso (ambos 28%).

Infelicidade no emprego atual
Mais da metade dos trabalhadores brasileiros (63%) já ficou em um emprego em que se sentiam infelizes ou sem inspiração, com um quinto (23%) se sentindo assim em seu cargo atual. É mais provável que as mulheres se sintam assim em algum momento (68%).

Aqueles que se sentiram assim, levam, em média, 10 meses até se candidatarem a um novo emprego. A faixa etária de 18 a 34 anos tende a seguir esse sentimento, levando em média 8 meses antes de pensar em sair, enquanto aqueles entre 45 e 54 anos têm maior probabilidade de permanecer, apesar desses sentimentos durarem em média 20 meses.

Motivos para se aplicar a uma vaga
Da mesma forma que o estudo pontuou as razões para um profissional não se candidatar à uma vaga, foram elencados os principais motivos para mudar de emprego. Sem muitas surpresas, um aumento de salário (43%) aparece em primeiro lugar, seguido por melhores chances de progressão de carreira na empresa (35%). Um novo desafio aparece em terceiro lugar (33%) das respostas, seguido por melhores benefícios (30%), melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional (25%), um cargo mais sênior (22%) e oportunidade de viajar (17%).

A importância do aconselhamento
A falta de conselhos é um problema para muitos profissionais também. Cerca de 22% declararam que seria útil falar com alguém em um cargo semelhante para que eles saibam o que esperar, e 20% gostariam de ter alguém a quem pedir conselhos. Além disso, 27% dos entrevistados diz que eles seriam mais propensos a se candidatarem a um cargo se fossem procurados e 26% achariam mais útil ter um mentor ou cargo modelo cuja carreira eles poderiam seguir.

Desde fevereiro de 2018, o LinkedIn possui na versão em português, a Central de Aconselhamento Profissional, uma ferramenta gratuita. “O objetivo da Central é promover uma troca de conhecimento entre mentorandos com mentores que possam aconselhá-los a entender caminhos, cenários e possibilidades no campo profissional”, explica Milton Beck, diretor geral do LinkedIn na América Latina. “A ferramenta não serve só para estudantes e recém-formados, mas também pessoas que estejam com dúvidas para trocar de emprego ou em uma eventual transição de carreira”, complementa.

Para usar, basta acessar o hub de Central de Aconselhamento Profissional e inserir as preferências para o tipo de conselho que deseja dar ou receber. O LinkedIn recomenda, toda segunda-feira, três usuários com base em interesses mútuos e experiências profissionais. Ao encontrar uma correspondência, o usuário é alertado e pode enviar uma mensagem para iniciar uma conversa.

*O estudo ‘Jobstacles’ foi realizado pela empresa Brands2Life de 25 de setembro de 2018 a 1º de outubro de 2018, com amostra de 501 brasileiros dos gêneros masculino e feminino, de todas as regiões do país. O método utilizado foi questionário online.

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