Evento do Brasil Mais Produtivo reúne representantes do Banco Mundial, BID, Cepal e Ipea em Brasília

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Estudo realizado por Ipea e Cepal avalia programa do MDIC como eficaz e eficiente; entidades sugerem que B+P seja inserido em uma política ampla de desenvolvimento industrial

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) apresentou na tarde de quarta-feira resultados de um estudo sobre o programa Brasil Mais Produtivo conduzido pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe). O evento, realizado em Brasília, reuniu representantes dessas duas instituições, do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), além de servidores do MDIC e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

Segundo a equipe avaliadora do estudo, o Brasil Mais Produtivo demonstrou ser um instrumento eficaz e com poder de “efeito-demonstração” para que a agenda da política de produtividade seja vista como um meio capaz de trazer resultados para o desenvolvimento, tanto no Brasil como em outros países da América Latina.

Para a Cepal e o Ipea, o programa permitiu a manutenção de uma agenda de política industrial mesmo em um contexto de fortes restrições fiscais e apresenta abordagem inovadora, ao incorporar ações de baixo impacto fiscal que somaram, até novembro deste ano, R$ 56 milhões.

As instituições avaliaram, ainda, os atendimentos, indicadores e resultados do B+P. O programa cumpriu com sucesso a meta inicial de atender três mil empresas, de distintos setores econômicos, em todo o país. Em média, houve um aumento de produtividade de 52,11% e redução do retrabalho de 64,82%. Também foi registrada uma redução de movimento do trabalho de 60,6%.

Confira aqui outros resultados do relatório da Cepal e do Ipea

O ministro Marcos Jorge destacou que, no final do mês de outubro, com a assinatura de um decreto do Presidente Michel Temer, o B+P, foi instituído como Política Pública e passou a ser destaque de uma nova geração de ações governamentais dedicadas ao aumento da produtividade do país. “É o reconhecimento dos resultados concretos de nossas ações focadas na melhoria do ambiente de negócios brasileiro”, disse.

Ele também explicou que o Brasil Mais Produtivo tem papel importante na implantação de novas tecnologias em empresas industriais. “Sabemos que o salto de produtividade e o ganho de eficiência no chão da fábrica são condições necessárias para que nosso setor produtivo usufrua dos benefícios da nova revolução industrial. O B+P, junto com a Agenda Brasileira para a Indústria 4.0, que implementamos com nossos parceiros ABDI, Finep, BNDES, BASA e os Ministérios do Planejamento, da Ciência e Tecnologia, do Trabalho e da Educação, é exemplo de atuação do MDIC na busca da democratização do acesso às novas tecnologias e melhores práticas”, destacou.

Além de Marcos Jorge, participaram do evento de apresentação dos resultados do B+P os ex-ministros Marcos Pereira e Armando Monteiro; o presidente da ABDI, Guto Ferreira; o diretor do escritório da Cepal em Brasília, Carlos Mussi; o diretor-geral do Senai, Rafael Lucchesi; e o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Roberto Jaguaribe.

O deputado eleito e ex-ministro do MDIC Marcos Pereira destacou a importância da continuidade das políticas exitosas. “As bases do Brasil Mais Produtivo foram lançadas na gestão do ex-ministro Armando Monteiro. Fizemos a implantação das ações em 16 estados brasileiros. E o Marcos Jorge, meu sucessor, deu continuidade à implantação do programa no restante do país”, disse. Marcos Pereira se comprometeu a trabalhar na defesa da pauta da produtividade na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços na Câmara.

Guto Ferreira lembrou que o programa nasceu a partir de um seminário realizado pela ABDI em 2015. “Passados três anos, realizamos o projeto piloto com 3 mil empresas e assumimos a responsabilidade de gerenciar os recursos e a operacionalização do programa”, ressaltou. Ele ainda disse que, na última reunião do Conselho de Administração da ABDI, foi aprovada estratégia que dará maior escala ao Brasil Mais Produtivo e foi apresentada iniciativa de criação de um fundo de investimento para garantir orçamento mais robusto para a execução do programa.

Mussi agradeceu ao MDIC pela oportunidade da Cepal realizar a avaliação do programa, em parceria com o Ipea. “Na América Latina, o tema política industrial é muito polêmico”, disse. No entanto, devido aos resultados do programa, que conferiu ganho médio de 52% na produtividade das empresas participantes, ele acredita que a experiência do B+P deverá ser replicada em outros países latino-americanos. O diretor do escritório da Cepal em Brasília destacou, ainda, como ponto positivo a corresponsabilidade financeira do programa, uma vez que as empresas participantes precisam garantir uma contrapartida para ter acesso ao programa.

Brasil Mais Produtivo

Lançado em abril 2016, o Brasil Mais Produtivo visa aumentar a produtividade em processos produtivos de empresas industriais, com a promoção de melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto.

Na primeira fase, o programa executou a metodologia “manufatura enxuta”, que busca reduzir os sete tipos mais comuns de desperdício no processo produtivos: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. O atendimento completo teve duração de 120 horas e o investimento por empresa foi de R$ 18 mil (sendo R$ 15 mil pagos pelo programa).

Em abril de 2017, o Brasil Mais Produtivo foi ampliado com a realização de projetos pilotos em duas novas áreas: eficiência energética e digitalização e conectividade. Nessa segunda fase, o programa busca incentivar o uso racional de energia e dos recursos de produção no chão de fábrica e, no eixo tecnológico, os consultores do B+P irão adotar plataformas tecnológicas, como a inserção de sensores e dispositivos, para promover o gerenciamento em tempo real da produção nas empresas atendidas.

O Brasil Mais Produtivo é coordenado pelo MDIC e realizado pelo Senai, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Apex-Brasil, em parceria com o Sebrae e o BNDES.

Por Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

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