É uma forma consciente que gera resultado positivo, diz especialista sobre reuso da água pela indústria

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O setor industrial tem voltado, cada vez mais, as atenções para a economia de água nos processos de produção. Com sugestões apresentadas durante o 8° Fórum Mundial da Água, que aconteceu nesta semana em Brasília, representantes da indústria destacaram ideias para um uso mais racional dos recursos hídricos.

Uma alternativa, segundo a gerente da área de meio ambiente do Senai Cimatec, Aline Lefol, é a adesão aos sistemas de reuso da água. No Brasil, o setor automobilístico, por exemplo já faz o reuso da água. Uma das referências é a FIAT, que reaproveita cerca de 99% da água no processo de produção.

Na avaliação da especialista, uma empresa que adota essa medida, além de fazer um uso moderado do recurso, diminui também as despesas internas. “É uma forma inteligente de uso, é uma forma consciente, uma forma sustentável de utilizar a água. Além de tudo, isso gera um resultado positivo, porque você deixa de consumir água bruta, que vem das empresas de saneamento e geralmente são caras”, explicou a especialista.

Lefol dá como exemplo uma indústria que fabrica refrigerante. Esse tipo de empresa precisa utilizar água com um padrão mínimo de qualidade durante a fabricação do produto, até o momento do descarte da parcela que não vai ser inserida no processo de fabricação.

“Depois que ela produz, parte da água precisa ser descartada. E ela precisa ser descartada dentro dos padrões que a lei autoriza, para que essa água volte para o corpo hídrico. Paro o rio, por exemplo. Então ela gasta também no final. Para ela, buscar uma solução de tecnologia para esse tratamento, de menor custo e maior eficiência, reflete em resultado financeiro”, completou Lefol.

O especialista em computação de alto desempenho do Senai Cematec, Erick Sperandio, também participou dos debates. Ele apresentou formas de prevenções relacionadas às chuvas, que auxiliam nas tomadas de decisões das indústrias.

“Hoje em dia, estamos preocupados com o volume baixo ou alto de chuvas. As duas formas impactam no desempenho da indústria, do agronegócio e também do cotidiano das pessoas. Então, quando nós falamos em precipitação, estamos falando justamente nessa preocupação da precipitação hídrica”, comentou.

Sperandio explica como esse procedimento é feito. “Cria-se um plano em que se estabelecem critérios. Quando esses critérios são obedecidos, encontra-se na situação em que determinados planos de ação têm que ser executados para que isso diminua o impacto desse volume baixo ou alto de chuvas”, disse.

O Fórum Mundial da Água aconteceu durante toda a semana passada em Brasília. O evento foi organizado pelo Conselho Mundial da Água e é considerado um dos maiores do planeta. Países de todos os continentes se reuniram para apresentar sugestões para um uso mais eficiente dos recursos hídricos.

Por Marquezan Araújo / Agência do Rádio Mais

 

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